segunda-feira, 9 de junho de 2014

DOCUMENTÁRIO SOBRE O FEMICIDIOD NO MUNDO..


*FEMICIDIOS" E AS MORTES DE MULHERES NO BRASIL*...

O femicídio tem se alastrado no mundo como terreno minado com bombas ou uma trilha feita de pólvora que, se riscar um fósro, explode uma grande extensão, por onde ela foi colocada. Deixa-me irritada estar sempre falando sobre um assunto deprimente, asqueroso e autoridade de país algum fazer nada. No Brasil tem a Lei Maria da Penha, a qual já postei, na íntegra... À s vezes penso que a maioria das mulheres são masoquistas (gostam mesmo é de sofrer.... ou morrer nas mãos de um
crápula qualquer. Se essas vítimas se apresentassem seria mais fácil diminuir ou acabar de vez com um ato tão bárbaro. Minhas amigas e irmãs "mulheres": - Creio que o que tem lhes faltado é um pouco mais de "coragem", astúcia" para lograr o inimigo (HOMEM). Sinceridade? Fico imensamente triste por vocês que se calam e, decididamente, sou obrigada a lhes chamar de "covardes".


 Não querem a sua liberdade e a liberdade de milhões de mulheres? Espelhem-se na pequena e forte Malala.... Tão novinha e fez uma revolução, aliás uma ótima revolução" dentro dos castelos negros dos sanguinários vampirescos, que adoram ver o sangue de uma mulher ser derramado. Em certos países que chamam a esta situação de cultura de um país, eu chamo de degereração humana e hostilidade da parte dos governantes.Será que terei que passara a minha vida toda, tocando no piano da vida, a mesma nota musical (de dor, violência, frieza, pouca educação para se introsar no mundo feminino, inveja da emancipação de muitas, que tiveram coragem para lutar, para ir à guerra, fossem quais as armas que possuíssem.... *Essas eu chamo de guerreiras e batalhadoras, mulheres com "M".)


Não sei o que as impedem de denunciar, escrever, gritar para o mundo escutar. Vocês estarão protegidas e demônio nenhum poderá lhes colocar a mão. Sei, ainda, que é até um pouco ridículo eu me referir a leis, estatutos, parágrafos que que defendem a honra e a integridade da mulher mas, se alguma não der o primeiro passo, quem irá lhes salvar? Vocês rezam (seja lá em que religião for pois, troando em miúdos, Deus é um só, apenas lhes dão nomes diferentes. O que vocês não sabem é que ELE tenta ajudá-las mas vocês estão em pânico e não enxergam e nem escutam o que o criador lhes mostra.... Por que? O pânico nos cega quando já estamos doentes de pavor. Relaxem, pensem e nos escrevam, denunciando, nos contando sua história. Seu nome será substituído por um pseudônimo e procuraremos agir em sua defesa, sem que corra perigo de vida. Então? Vamos buscar a felicidade e uma vida saudável e tranquila? Parem de se esconder em sua própria sombra....Lute!


O artigo trata do crescente interesse na categoria "femicídio" para análises sobre as mortes de mulheres na América Latina e seu emprego para o caso brasileiro. Apesar de ocorrerem em circunstâncias diversas, a partir de sua classificação como "femicídio" todas as mortes se explicam pelo fato de que "as vítimas são mulheres", enfatizando a persistência de um modelo patriarcal de dominação nas sociedades contemporâneas. Problematiza-se o emprego dessa categoria "homogeneizaste" em contraponto com as discussões sobre as especificidades de gênero e sua internacionalidade com outros marcadores sociais. Palavras-chave: Femicídio, Homicídios de Mulheres, Gênero, Direitos Humanos, Brasil.


O objetivo deste artigo é apresentar algumas reflexões sobre "femicídio", buscando compreender como essa categoria é definida na literatura e quais são as implicações políticas de seu emprego para a análise sobre mortes de mulheres na América Latina e no Brasil. Trata-se de uma discussão relativamente recente no país e ainda existe pouca bibliografia sobre o tema que apenas começa a despontar, sobretudo nos meios militantes mais antenados com os debates internacionais acerca de direitos humanos e gênero.


A categoria femicídio ou feminicídio – voltarei à diferença entre elas mais adiante – ganhou espaço no debate latino-americano a partir das denúncias de assassinatos de mulheres em Ciudad Juarez – México, onde, desde o início dos anos 1990, práticas de violência sexual, tortura, desaparecimentos e assassinatos de mulheres têm se repetido em um contexto de omissão do Estado e consequente impunidade para os criminosos.


A maior parte da bibliografia disponível é constituída por relatórios produzidos por ONGs feministas e agências internacionais de defesa dos direitos humanos – Anistia Internacional, entre outras. De modo geral, esses trabalhos ocupam-se em dar visibilidade a essas mortes e cobrar dos Estados o cumprimento dos deveres que assumiram com a assinatura e ratificação das convenções e tratados internacionais de defesa dos direitos das mulheres. Na região, as duas convenções mais importantes são a Convenção de Belém do Pará  e a Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.


Atualmente, além do México, é possível encontrar estudos sobre femicídio em países como Argentina, Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai e Peru. Em 2003, o Centro Reina Sofia para El Estudio de la Violência (Valencia, Espanha) publicou um relatório abrangente sobre a situação dos femicídios em 70 países nos 5 continentes.


Um dos maiores desafios para a realização desses relatórios é a falta de informações oficiais sobre essas mortes. As estatísticas da polícia e do Judiciário não trazem, na maior parte das vezes, informações sobre o sexo das vítimas, o que torna difícil isolar as mortes de mulheres no conjunto de homicídios que ocorrem em cada localidade. Além disso, na maior parte dos países não existem sistemas de informações judiciais que permitam conhecer quantos processos judiciais envolvendo crimes contra mulheres chegam a julgamento e quais as decisões obtidas.


 Para suprir as lacunas de informações, a maior parte dos estudos tem recorrido à imprensa escrita como fonte para detectar informações que permitam ir além dos poucos números oficiais. Em especial, buscam recopiar dados que contribuam para contextualizar essas mortes, tais como o tipo de relacionamento entre a vítima e seu agressor, as causas que teriam motivado as mortes e as circunstâncias em que os crimes ocorreram.


O ponto de partida para este trabalho é uma revisão da bibliografia produzida em países da América Latina, na qual as categorias "femicídio" e sua variante 'feminicídio' têm sido utilizadas para descrever e denunciar mortes de mulheres que ocorrem em diferentes contextos sociais e políticos. A leitura dos textos foi orientada pelas seguintes questões: como se definem os femicídios? A qual tipo de morte essa categoria se aplica? Quais são os limites e os avanços do uso dessa categoria para o conhecimento da violência contra a mulher? E como essa categoria pode ajudar na compreensão das mortes de mulheres no Brasil?


Sobre a pesquisa bibliográfica, é importante ressaltar que não se realizou uma pesquisa exaustiva sobre o tema. A maior parte dos textos consultados foi obtida através do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher2 , que, em 2007, divulgou um pacote de textos e relatórios sobre o tema. A partir desse material, realizou-se pesquisa complementar, agregando novos trabalhos. Trata-se, portanto, de uma pesquisa que tem neste artigo uma primeira sistematização das informações. Para sua apresentação, o texto foi organizado em 3 partes: antecedentes históricos; definição de femicídio e seu emprego; validade do uso desta categoria para análise do caso brasileiro.


A expressão femicídio – ou 'femicide' como formulada originalmente em inglês  teria utilizado pela primeira vez em 1976, durante um depoimento perante o Tribunal Internacional de Crimes contra Mulheres, em Bruxelas.Posteriormente, em parceria com um escritor que escreveu um livro sobre o tema, o qual viria a se tornar a principal referência para os estudos aqui analisados.


De acordo com a literatura consultada, utilizaram essa expressão para designar os assassinatos de mulheres que teriam sido provocados pelo fato de serem mulheres. Com essa primeira aproximação sobre o significado dessas mortes, as autoras salientam que as mortes classificadas como femicídio resultariam de uma discriminação baseada no gênero, não sendo identificadas conexões com outros marcadores de diferença tais como raça/etnia ou geração.

 Ainda segundo as mesmas autoras, outra característica que define femicídio é não ser um fato isolado na vida das mulheres vitimizadas, mas apresentar-se como o ponto final em um continuam de terror, que inclui abusos verbais e físicos e uma extensa gama de manifestações de violência e privações a que as mulheres são submetidas ao longo de suas vidas. Sempre que esses abusos resultam na morte da mulher, eles devem ser reconhecidos como femicídio. O trecho abaixo ilustra  a abrangência da definição:


    Femicídio está no ponto mais extreme do contínuo de terror feminino que inclui uma vasta gama de abusos verbais e físicos, tais como estupro, tortura, escravização sexual (particularmente a prostituição), abuso sexual infantil incestuoso e familiarizar, espancamento físico e emocional, assédio sexual (ao telefone, na rua, no escritório e na sala de aula), mutilação genital (autodeclararia, ex cisão, mandibulações), operações ginecológicas desnecessárias, heterossexualidade forçada, esterilização forçada, maternidade forçada (ao criminalizar a contracepção e o aborto), microcirurgia, privação de comida para mulheres em algumas culturas, cirurgias cosméticas e outras mutilações em nome do embelezamento. Onde quer que estas formas de terrorismo resultem em mortes, elas se tornam femicídio.


Todas essas formas de violência e abusos, segundo as autoras, são crimes de ódio contra as mulheres. Segundo elas, o exemplo mais extremo dessa violência foi o Massacre da Escola Politécnica da Universidade de Montreal, ocorrido 6 de dezembro de 1986, quando 14 mulheres jovens foram assassinadas e outras 13 pessoas – 9 mulheres e 4 homens – ficaram feridas. O autor dos crimes, um jovem de 25 anos que não havia conseguido concluir sua matrícula para a Escola – matou-se em seguida. Na carta em que justifica seu gesto, Mark Lepine, o homicida, afirma que as mulheres morreram porque estavam cada vez mais ocupando o lugar dos homens.


Nos anos 2000, a expressão volta a aparecer na literatura. Desta vez para denunciar as mortes ocorridas em Ciudad Juarez, México. Um breve relato sobre esses casos permite contextualizar que a origem dos problemas atuais remonta aos anos 1960, quando a economia local foi transformada por dois eventos: o fim de uma política de arregimentação de trabalhadores braçais que migravam legalmente para trabalhar na agricultura nos Estados Unidos e a implantação de uma política para assentamento de grandes indústrias ("maquias"), atraindo para a região grandes fluxos migratórios internos.

 Nos anos 1970 e 1980, as "maquias" – indústrias de transformação de bens –, desenvolveram-se com base na mão de obra feminina, descrita como "barata e dócil", provocando rearranjos nos papéis tradicionais de gênero, como o aumento do número de homens desempregados, com crescente engajamento de mulheres (jovens e migrantes em sua maioria) que deixavam de cumprir apenas com seus papéis de esposas, mães e senhoras "do lar", para ingressar no mercado de trabalho, contribuindo para o sustento de suas famílias e conquistando relativa autonomia financeira.


Ciudad Juarez está localizada na fronteira com os Estados Unidos. A partir dos anos 1990, o início da crise nos EUA e o fechamento da fronteira para a migração legal fizeram da cidade um importante ponto de passagem para os imigrantes ilegais que tentam ir aos EUA. A cidade é também palco de várias outras atividades ilícitas – tráfico de armas, tráfico de pessoas, narcotráfico, roubo de carros e contrabando – e outras redes de disputas e de poder através das quais essas atividades se desenvolvem, incluindo a corrupção policial.


Neste cenário, em 1993 começam a ocorrer assassinatos de mulheres. Desde o início dessas mortes, as características das vítimas e as similitudes no modus operandi dos crimes contribuíram para que as explicações mais comuns quando o assunto é violência contra a mulher – ou seja, que são crimes passionais ou violência para fins sexuais – fossem refutadas.

A maioria das mulheres assassinadas em Ciudad Juarez são jovens migrantes, ou de famílias de migrantes, operárias da indústria. Com o passar dos anos, alguns crimes também envolveram mulheres de maior idade, com outras ocupações, assim como adolescentes, meninas e até bebês com poucos meses de vida. Contudo, continuaram a prevalecer as jovens operárias.


As descrições sobre o modus operandi sugerem um cenário de horror: os corpos são encontrados em valas e terrenos baldios com marcas de violência sexual, tortura, algumas têm as mãos atadas e são visíveis sinais de estrangulamento. Alguns corpos são esquartejados. Além das mortes, há inúmeros casos de desaparecimentos, sobre os quais também paira a certeza de que ocultam homicídios. As mortes em Ciudad Juarez são sempre descritas com uma aura de mistério, seja pelas características dos crimes – cujas práticas são descritas como partes de rituais –, seja pela omissão do Estado e a existência de algo que parece ser um "poder" maior que protege os responsáveis pelos crimes e pelas ameaças contra a vida de todos aqueles que tentam levar adiante alguma investigação sobre os casos.Não há consenso sobre o número de mortes e desaparecimentos. De acordo com a deputada e feminista Marcela Lagarde, a Comissão Nacional de Direitos Humanos reconhece que, entre 1993 e 2003, 263 mulheres foram assassinadas e 4500 estavam desaparecidas em Ciudad Juarez e na região de Chihuahua. Já a Anistia Internacional, em seu informe, afirma que no mesmo período foram 370 assassinatos.


Em mais de 15 anos de assassinatos, pouco se avançou com as investigações e identificação dos criminosos. O Estado mexicano foi completamente omisso nos primeiros anos. Apenas a partir de 2000, pressionado pelos movimentos de mulheres e feministas locais e internacionais, e pelas agências internacionais de defesa dos direitos humanos, foram criadas as Comissões de Direitos Humanos e de Verdade e Reparação para investigar os casos. Vez ou outra a polícia prende um suspeito que logo é apresentado para a população como o "culpado". Em geral são membros de quadrilhas ou criminosos descritos como serial killer. Mas essas prisões não são suficientes para conter os crimes que ocorrem às dezenas a cada ano. A população e os familiares das vítimas rejeitam as conclusões da polícia, mas não têm qualquer poder de pressão sobre as instituições policiais e de justiça. O resultado tem sido a impunidade para os verdadeiros responsáveis por esses crimes.


A situação vivida em Ciudad Juarez indica a existência de um cenário particular em que esses assassinatos se inserem. As mortes em Ciudad Juarez não são "mortes comuns". As Comissões de Direitos Humanos que acompanham os casos reconhecem que parte deles é decorrente de violência doméstica e que esses assassinos acabam beneficiados pela impunidade que cerca estes casos. A tese da polícia sobre a existência de um serial killer, ou vários deles, também pode ser verdadeira para parte dos casos. Uma vez mais, esses criminosos também acabam protegidos pela impunidade que caracteriza essas mortes.


 A tese que parece ter maior fundamento é de que os crimes ocorrem num contexto de afirmação de poder por grupos locais que se comprazem em ter controle sobre toda a situação – o que inclui o Estado, a mídia, e a população –, mas se comprazem também com o abuso e o assassinato das mulheres, dado o ritual e requinte de crueldade com que atuam. Aparentemente, o emprego da categoria femicídio para definir e realçar essas mortes e as razões que cercam sua ocorrência, e sua recorrência no tempo se justifica por aquilo que se chamou de falta de inteligibilidade sobre os casos, tanto no que toca às suas razões, quanto no que se refere à grande rede de proteção que parece existir em torno dos responsáveis.


A maior parte dos trabalhos consultados para este artigo toma como referência a definição elaborada, ainda que se regeram a mortes que ocorrem em diferentes contextos e sejam praticadas por diferentes agentes. Excetuando-se o caso da Guatemala que guarda muitas semelhanças com a situação de Ciudad Juarez , nos outros países os estudos se referem a assassinatos de mulheres por seus (ex)maridos e (ex)companheiros.


 Assim, coloca-se a questão: qual a importância política de se utilizar uma mesma categoria para explicar mortes que ocorrem em contextos variados pelas mãos de agentes diferentes? É possível afirmar que todas essas mortes possuem uma raiz comum que seria a discriminação baseada no gênero? O emprego dessa categoria não contribuiria para dar a falsa ideia de "unidade" ou de "homogeneidade" para essas mortes, fazendo com que se perca a capacidade de observação sobre as especificidades locais, fator que pode ser importante para propor estratégias de enfrentamento?

Sem a pretensão de encontrar uma resposta única para essas perguntas, a seguir apresentam-se as principais características utilizadas para definir o femicídio e fundamentar seu emprego para a classificação das mortes de mulheres.


Segundo pesquisadores a primeira característica desta definição considera o femicídio como mortes intencionais e violentas de mulheres em decorrência de seu sexo, ou seja, pelo fato de serem mulheres. O que explicaria as mortes não seria a condição de gênero, mas o fato de as mulheres não estarem desempenhando seus papéis de gênero adequadamente. Para as três autoras, nessas mortes não são identificados outros motivos relacionados à raça/etnia, geração, ou à filiação religiosa ou política.


Outra característica do femicídio refere-se a ele não ser um evento isolado na vida de certas mulheres. A violência contra as mulheres é definida como universal e estrutural e fundamenta-se no sistema de dominação patriarcal presente em praticamente todas as sociedades do mundo ocidental. Como visto anteriormente, a morte de uma mulher é considerada como a forma mais extrema de um continuam de atos de violência, definido como consequência de um padrão cultural que é aprendido e transmitido ao longo de gerações. Como parte desse sistema de dominação patriarcal, o femicídio e todas as formas de violência que a ele estão relacionadas são apresentados como resultado das diferenças de poder entre homens e mulheres, sendo também condição para a manutenção dessas diferenças.


O femicídio é descrito como um crime cometido por homens contra mulheres, seja individualmente seja em grupos. Possui características misóginas, de repulsa contra as mulheres. Algumas autoras defendem, inclusive, o uso da expressão genocídio, evidenciando um caráter de extermínio de pessoas de um grupo de gênero pelo outro, como no genocídio.


Alguns trabalhos reconhecem e classificam as mortes de mulheres como a violação máxima de direitos humanos das mulheres, por tratar da eliminação da vida, principal bem jurídico protegido pelos sistemas jurídicos nacionais e internacionais . Essa definição de diferentes formas de violência contra as mulheres como violação aos direitos humanos é relativamente recente e ganhou destaque a partir da Conferência de Direitos Humanos. Essa abordagem permite que se denuncie a violência contra as mulheres como um problema público e político, reconhecendo sua prática como crime contra a humanidade. Permite também cobrar dos Estados o cumprimento de compromissos que assumiram ao assinar e ratificar as convenções internacionais de proteção dos direitos das mulheres, para erradicar, punir e prevenir todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres.


Contudo, não há consenso sobre a vantagem dessa aproximação com os discursos de direitos humanos. Para algumas autoras, a definição empregada pelas convenções de direitos humanos é limitadora, uma vez que falam em violência física, psicológica e moral, mas deixam de fora o caráter estrutural, sobre o qual as defensoras do patriarcado insistem. Embora a tônica da violência baseada no domínio patriarcal esteja presente na maior parte dos trabalhos, em alguns estudos a importância dos contextos sociais e políticos ganha maior peso na definição do femicídio.


Uma das autoras que chama a atenção para a importância dos contextos políticos, sociais e econômicos é a psicóloga e feminista mexicana – agrega-se que à definição de femicídio uma referência às circunstâncias sociais e às complacências política, econômica e social.


    É importante fazer notar que todas as teóricas mencionadas estabelecem o gênero como uma categoria privilegiada para analisar o assassinato de mulheres, contudo, a análise de classe social e de outras estruturas de poder ou condições materiais que podem influir na violência por parte dos homens contra as mulheres são apenas mencionadas, sem análise.
Uma  das poucas autoras exploraria a necessidade de trazer para as pesquisas e análises sobre esses crimes a discussão sobre internacionalidade de gênero e outras estruturas de poder, reconhecendo que existem experiências diferentes de ser mulher, embora os femicídios possam ter um significado semelhante para todas elas.


Outros, por sua vez, refletindo sobre a situação na Guatemala, afirma que o uso da palavra femicídio insere uma dimensão política ao problema, se opondo ao homicídio, descrita como palavra neutra, uma vez que não permite identificar o sexo das vítimas. Por outro lado, se opõe também às categorias jurídicas existentes que são consideradas muito estreitas e deixam de fora características como vinculação entre sexo e violência, tais como orkuticídio, matricídio. Dessa forma, o impacto político sobre a vida das mulheres e de homens é amplificado, pois todos os discursos que se constroem em torno dos femicídios baseiam-se num reforço da submissão das vítimas, da supremacia masculina e na responsabilização das vítimas por toda a violência que sofrem.agrega-se a essa definição o composto da impunidade para explicar a sustentação desses crimes no tempo:


    Para que se dê o feminicídio concorrem de maneira criminal o silêncio, a omissão, a negligência e a conveniência de autoridades encarregadas de prevenir e erradicar esses crimes. Há feminicídio quando o Estado não dá garantias para as mulheres e não cria condições de segurança para suas vidas na comunidade, em suas casas, nos espaços de trabalho e de lazer. Mais ainda quando as autoridades não realizam com eficiência suas funções. Por isso o feminicídio é um crime de Estado.


Embora se deixado tenha um grande empenho em demonstrar que o uso da palavra feminicídio tem como propósito revelar a impunidade penal como causa de perpetuação dos atos de violência contra as mulheres, a partir de sua formulação, é possível perceber que os estudos fazem uso dos dois vocábulos – femicídio e feminicídio – indistintamente, sem se preocupar com as diferenças, o que poderia ajudar no desenvolvimento de uma formulação mais política para o conceito.


Um dos maiores obstáculos para os estudos sobre mortes de mulheres, e sobre os homicídios de forma geral, no Brasil é a falta de dados oficiais que permitam ter uma visão mais próxima do número de mortes e dos contextos em que ocorrem. Os estudos e relatórios sobre a situação dos femicídios em países da América Latina não enfrentam situação diferente. A maior parte dos trabalhos aponta para a falta de dados oficiais, a ausência de estatísticas desagregadas por sexo da vítima9 e de outras informações que permitam propor políticas de enfrentamento para esta e outras formas de violência que atingem as mulheres. Em muitos casos a estratégia adotada pelos estudos acaba sendo a utilização de dados provenientes de diferentes fontes – como registros policiais, registros médico-legais, processos judiciais, documentos do Ministério Público e, uma das fontes mais utilizadas, a imprensa escrita.


Ainda que o uso de dados de diferentes fontes seja uma estratégia de pesquisa válida, sua utilização pode resultar em dados bastante frágeis dos pontos de vista metodológico e científico. Não é possível somar os números provenientes das diferentes fontes de informações, pois pode haver duplicidade de registros; além do mais, existem diferentes sistemas de classificação, por exemplo, entre dados oriundos de fontes policiais e aqueles que são gerados a partir de sistemas de saúde – e muitos casos podem ficar de fora dessa contagem. Com relação à imprensa, uma das principais críticas pode ser formulada à sua cobertura.


 Raramente a imprensa oferece uma cobertura nacional, sobretudo para fatos criminais. Os crimes que ganham as páginas dos periódicos são "eleitos" num conjunto de eventos que ocorrem no dia-a-dia das cidades e, dependendo do tamanho da cidade, ou das pessoas envolvidas, um crime poderá ter maior ou menor destaque. Ademais, o relato de crimes pela imprensa depende muito da política editorial e mercadológica de cada periódico. Assim, embora essa fonte seja relativamente mais acessível para os pesquisadores, a imprensa tem que ser utilizada com cautela e seus dados analisados com muito critério, evitando-se as generalizações.


Outro obstáculo apontado pelos estudos para a identificação e classificação dos femicídios, deve-se ao fato de não haver essa figura jurídica. A maior parte dos países da América Latina possui leis especiais para a violência doméstica familiar, mas essas leis não enquadram a morte de mulheres de forma diferenciada. Assim, para o sistema policial e judicial – fontes de dados para alguns dos estudos – as mortes de mulheres são classificadas e processadas segundo a tipificação penal existente em cada país, o que engloba os homicídios qualificados ou simples, matricídio, orkuticídio e a figura do homicídio por violenta emoção que abarca os crimes passionais. Essas classificações aplicam-se a todas as mortes, independente de terem sido cometidas contra homens ou mulheres, algumas se aplicam apenas a adultos, outras podem se aplicar também às crianças. Dessa forma, a classificação do crime também não permite isolar o conjunto de registros policiais e/ou processos que envolvem mulheres.


Em meio a tantos dados e informações, as pesquisas têm procurado estabelecer algumas características com o propósito de distinguir os femicídios de crimes comuns, como uma estratégia para evitar a impunidade penal.


Primeiro, há uma preocupação em distinguir essas mortes dos crimes passionais. O argumento que distingue um e outro é bastante frágil e se baseia na premeditação e intencionalidade para a prática do crime. O objetivo é fazer com que as mortes de mulheres não caiam na "vala comum" do entendimento de que o crime passional é menos grave e é frequentemente legitimado pelas instâncias judiciais que garantem a aplicação de penas mais leves ou mesmo a impunidade nesses casos.


Segundo, há uma preocupação em demonstrar que as mortes de mulheres são diferentes das mortes que decorrem da criminalidade comum, em particular daquela que é provocada pela ação de gangues e quadrilhas. Essa distinção é particularmente importante em países nos quais a atuação desses grupos tem crescido, inclusive com a participação de mulheres – como em El Salvador, Honduras, Guatemala, entre outros – onde atribuir esses crimes a briga entre gangues é caminho seguro para o arquivamento de processos.


Em países que viveram períodos de intensos conflitos internos, como na Nicarágua, Guatemala e El Salvador, há também uma preocupação em mostrar que essas mortes não são uma herança desses períodos de conflitos, embora alguns trabalhos reconheçam que, nessas sociedades, a facilidade de acesso a armas de fogo pode influenciar o número de mortes.


Reconhecendo que o conceito de femícidio/feminicídio ainda carece de melhor formulação, algumas autoras têm empregado uma tipologia que teria sido elaborada  em  pesquisa sobre os femicídios na Costa Rica, procurando assim demonstrar que, embora essas mortes sejam todas provocadas por uma discriminação baseada no gênero, existem características que refletem as diferentes experiências de violência na vida das mulheres e tornam esse conjunto de mortes heterogêneo e complexo. Essa tipologia é composta por 3 grupos.


    Femicídio íntimo: aqueles crimes cometidos por homens com os quais a vítima tem ou teve uma relação íntima, familiar, de convivência ou afins. Incluem os crimes cometidos por parceiros sexuais ou homens com quem tiveram outras relações interpessoais tais como maridos, companheiros, namorados, sejam em relações atuais ou passadas.


    Femicídio não íntimo: são aqueles cometidos por homens com os quais a vítima não tinha relações íntimas, familiares ou de convivência, mas com os quais havia uma relação de confiança, hierarquia ou amizade, tais como amigos ou colegas de trabalho, trabalhadores da saúde, empregadores. Os crimes classificados nesse grupo podem ser desagregados em dois subgrupos, segundo tenha ocorrido a prática de violência sexual ou não.


    Femicídios por conexão: são aqueles em que as mulheres foram assassinadas porque se encontravam na "linha de fogo" de um homem que tentava matar outra mulher, ou seja, são casos em que as mulheres adultas ou meninas tentam intervir para impedir a prática de um crime contra outra mulher e acabam morrendo. Independem do tipo de vínculo entre a vítima e o agressor, que podem inclusive ser desconhecidos.


Apesar de todos esses esforços para demarcar a diferença entre os tipos de femicídios e mostrar que eles obedecem a um conjunto particular de motivações, a tipologia descrita acima permite ao fim e ao cabo, que praticamente todas as mortes de mulheres sejam classificadas como femicídio, excetuando aquelas que decorrem, por exemplo, de crimes contra o patrimônio e acidentes . Além do mais, quando se observa a aplicação dessa tipologia aos dados encontrados nos diferentes países, tem-se que a maior parte dos crimes analisados se refere ao femicídio íntimo, ou seja, crimes decorrentes de relações conjugais.


Um dos aspectos que chama a atenção no discurso que se produz em torno dos femicídios é a persistência de uma abordagem centrada na ideia da opressão das mulheres pelos homens – paradigma do patriarcado. A maior parte dos trabalhos reproduz as afirmações fortemente orientada pelo feminismo radical norte-americano. Essa ênfase na dominação masculina tem como características a universalização da violência e a naturalização das relações entre homens e mulheres; a violência é sempre masculina e as mulheres permanecem "congeladas" no papel de vítimas e oprimidas, ou seja, parece não existir solução para a situação em que muitas delas se encontram.


Ainda que algumas dessas mortes possam ser atribuídas ao exercício perverso de poder e dominação dos homens sobre as mulheres, discussões envolvendo as teóricas do patriarcado avançaram nos últimos anos e algumas levantam a possibilidade de que o patriarcado pode não estar extinto nem estar apresentando sinais de exaustão, mas seguramente sofreu transformações para garantir sua sobrevivência num mundo em que os papéis sociais de gênero estão mudando em velocidade vertiginosa.

Outro aspecto interessante nesse debate é o movimento contraditório que parece emergir da insistência em propor um conceito que tenta abarcar todas as mortes de mulheres, num momento em que cada vez mais se fala sobre a transversalidade de gênero com outros marcadores sociais (idade/geração, raça/cor, religião, orientação sexual, origem social/regional, etc.) e as diferentes experiências de ser mulher que são produzidas em cada sociedade. Nesse sentido, pode-se considerar que as mortes de jovens operárias das fábricas em Ciudad Juarez são um bom exemplo do que seja o femicídio. A contradição está justamente em se aplicar essa mesma categoria para explicar todas as mortes de mulheres, independente de sua idade, de sua classe social, do contexto e circunstância em que os crimes ocorrem, e de quem os pratica.


Aparentemente, esse movimento parece se apoiar no método que Elisabeth Badinter, filósofa e feminista francesa, denominou como o "método do amalgama" (2005) aplicado sempre que se tenta dar expressão numérica aos crimes contra as mulheres. De acordo com Badinter, esse método opera com um alargamento das definições, dos conceitos teóricos e dos tipos penais visando com isso abranger um maior número de casos e dar maior dramaticidade aos eventos que se deseja denunciar.


A aplicação desse método torna-se compreensível quando se observa que um dos grandes desafios enfrentados pelos movimentos de mulheres e feministas foi conquistar legitimidade para suas denúncias e tornar o problema da violência contra as mulheres, especialmente a violência doméstica e conjugal, um problema de políticas públicas. Contudo, quando se analisa a mescla de situações e de vítimas (com características que as diferenciam entre si seja pela idade, pela raça, pela classe social à qual pertencem), fica a pergunta: quanto esse método ajuda na compreensão dessas mortes? qual o impacto político desses números? Não seria mais produtivo, no que toca à atuação política, desagregar as mortes e dar-lhes algum significado a partir dos contextos em que ocorreram? Desagregar ao invés de "amalgamar" não seria mais interessante também do ponto de vista teórico, conceitual, permitindo refletir sobre a necessidade de políticas que sejam mais pontuais, ao mesmo tempo introduzindo as discussões sobre as especificidades de gênero de maneira transversal nas políticas de governo e do estado?


Dentre os trabalhos analisados, poucos avançam numa análise de gênero e poder.12 Para a maior parte, a discussão é circunscrita à compreensão de que as relações entre homens e mulheres desenvolvem-se dentro da dominação patriarcal. Mas é preciso avançar. Quando se considera as relações de gênero como uma das formas de circulação de poder na sociedade – tomando-se como referenciais teóricos as contribuições de Scott (1988) e Foucault (1988, 2001) – é preciso alterar os termos em que se compreendem as relações sociais entre homens e mulheres e essa alteração deve se organizar em três eixos. Primeiro, é necessário que essas relações sejam consideradas como dinâmicas de poder e não mais como resultado da dominação de homens sobre mulheres, tomadas como posições fixas, estáticas, polarizada


. Segundo, é necessário recusar todo e qualquer resquício de determinação biológica ou natural dessa dominação, questionando sua composição universal, trazendo para primeiro plano a configuração histórica e cultural, portanto, política, das relações entre os sexos. Terceiro, compreender que as relações de poder se exercem de maneira transversal na sociedade, o que faz com que existam diferentes experiências de ser mulher, de ser homem e de vivência da violência. Neste eixo, é fundamental reconhecer o corpo como campo de disputa e de propagação do poder.


A categoria analítica "femicídio" foi empregada pela primeira vez no Brasil por uma análise sobre homicídios de mulheres nas relações conjugais. Em 1998, a categoria volta a aparecer num trabalho que, também, numa reflexão sobre mortes de mulheres decorrentes de conflitos conjugais. Ambos os trabalhos somam importantes resultados a outros estudos sobre o mesmo tema . No entanto, pouco se conhece sobre as mortes de mulheres praticadas em outros contextos, por outros agentes e por motivos que permanecem igualmente desconhecidos. Assim, apesar do acúmulo de pesquisas já realizadas no Brasil sobre violência contra as mulheres, há pouco conhecimento sobre a interface entre violência urbana/criminalidade urbana e gênero, inclusive sobre o impacto que essa criminalidade produz na vida das mulheres. Dentre os trabalhos recentes que trazem contribuições para o tema estão em contribuições que abordam a participação demulheres na criminalidade urbana violenta. Também sobre o tema, argumenta-se que as áreas de pesquisa sobre violência e segurança pública desenvolveram-se de forma isolada, de modo que as diferentes experiências com a violência e com a vitimização não se cruzam, como se não tivessem relação entre si. Consequentemente, afirma a autora, as pesquisas sobre violência reproduzem a lógica que separa o espaço público e o privado.


Como resultado dessa separação, a violência doméstica e conjugal não é reconhecida como um problema de segurança pública, assim como não se dispõem de pesquisas sobre a participação de mulheres na violência urbana. Concordando com as reflexões de Soares, coloca-se a necessidade de criar pontes entre os dois campos de estudo, rompendo com a dicotomia entre o público e privado, e com as percepções mais tradicionais sobre os papéis sociais de gênero.


Uma dessas pontes segue pela reflexão sobre os limites teóricos e políticos de categorias como "violência conjugal" ou "violência doméstica", bem como sobre os problemas decorrentes do uso da categoria "violência de gênero", muitas vezes usada como sinônimo de "violência contra a mulher". Esses estudos têm sugerido que essas categorias, ou algumas delas, foram importantes instrumentos para a definição da violência praticada contra as mulheres como um problema a ser tratado como objeto de políticas públicas, criminalizando-a como forma de combatê-la através do sistema de segurança e justiça. Contudo, se o seu emprego ajudou a dar visibilidade à violência que ocorria no ambiente doméstico/familiar/privado, com o passar do tempo acabou se convertendo em amarras, dificultando a transição para uma discussão mais ampla sobre direitos humanos.


Outra ponte a ser construída deve levar a um aprofundamento dos estudos sobre homicídios no Brasil, incluindo-se a abordagem de gênero. Foi realizado um inventário das dificuldades existentes para a compreensão desse fenômeno no país. Entre os principais, obstáculos os autores apontam: o difícil acesso e compreensão sobre as estatísticas oficiais, especialmente aquelas que são produzidas no âmbito da segurança pública; disparidade dos dados apresentados pelos serviços de segurança e justiça e aqueles apresentados pelos serviços de saúde, decorrentes das diferenças entre as unidades de registro oficial e sua finalidade. Ainda segundo Adorno, a desproporção entre as taxas de vitimização entre homens e mulheres é flagrante e, além disso, generalizada no tempo e no espaço. Nesse cenário, embora os homicídios sejam definidos como "a mais completa expressão da violência de gênero", as mortes de mulheres permanecem obscurecidas por sua pequena expressão numérica e, consequentemente, seu pequeno impacto nas políticas públicas.


Diante desse quadro, é preciso reconhecer que a classificação dos homicídios de mulheres como femicídio não contribuirá para o conhecimento e a compreensão sobre eles. Assim, ao invés de aplicar uma categoria que é homogeneizante, parece ser mais produtivo explorar as causas e os contextos em que ocorrem para qualificar os eventos e compreender as relações de poder que concorrem para sua prática.


Não se pode ignorar que a maior parte dos homicídios de mulheres ocorre em ataques no espaço doméstico, cometido por seus parceiros íntimos ou conhecidos, mas é preciso explorar as mortes em outros contextos ainda menos investigados pelas pesquisas no Brasil, abordando essa que parece ser uma crescente participação das mulheres na criminalidade urbana. Já dispomos de algumas pistas sobre sua participação. Primeiro já se sabe que as mulheres estão mais expostas como vítimas indiretas da criminalidade urbana, são os homicídios de mulheres em Pernambuco, mostrou que há uma parcela de vítimas formada por mães, irmãs, filhas, companheiras, namoradas que foram assassinadas em ações que visavam atingir os homens de suas famílias, estes sim muitas vezes envolvidos diretamente com a criminalidade.


Mas há também uma participação direta de mulheres no mundo do crime, o que faz com que estejam mais expostas à violência. Não existem dados que ilustrem esse envolvimento, exceto aqueles que mostram o aumento no número de ingressos de mulheres na população prisional. Essas são algumas pistas, mas existem outras a serem exploradas para que se possa avançar na identificação dos riscos contra a vida de mulheres jovens e adultas, num crescente quadro de desrespeito aos direitos humanos borrando as fronteiras entre o público e privado, que até então serviam para explicar (e até legitimar) os homicídios de mulheres.


O uso da categoria femicídio é muito recente no país e não dispomos de um conjunto de argumentos que permitam analisar sua validade política para a classificação das mortes de mulheres. Este artigo teve como objetivo trazer algumas contribuições que, se espera, sejam úteis para o aprofundamento do debate.


Esse texto, contesto, relato, contexto ou uma dissertação sobre o femicídio, vem nos provar que há muito tempo se vem lutando para combater essa situação degradante que aflige às mulheres do mundo inteiro, principalmente nos países muçulmanos, onde são mais pobre de cultura, de humanidade e de amor a mulher ou de todas às mulheres, as próprias mulheres que dão a vida ao macho, muitas vezes até falecendo no parto, por complicações, por residirem em um país pobre que olha mais a religião, adorando às criaturas mais bizarras que se pode imaginar.
'DENUNCIE O FEMICIDIO , ESTUPRO, O PEDOFILISMO E A VILÊNCIA DOMÉSTIA"...
"SEMPRE"... É NOSSO DEVER DE CIDADÃO E SERES HUMANOS QUE SOMOS.
 



Texto de: JUSSARA SARTORI
Escritora  Poetisa & Freelance

DOCUMENTARIO DEL MONDO DEL FEMMINICIDIO....


* FEMMINICIDIO "E MORTI DI DONNE IN BRASILE" * ...
Il femminicidio ha imperversato in tutto il mondo come un campo minato con le bombe o una pista fatta di polvere da sparo che, se colpisce una fósro esplode in larga misura, dove è stata collocata. Fammi arrabbiare sempre a parlare di un'autorità deprimente, disgustoso e paese specifico di fare nulla argomento. In Brasile ha il diritto da Penha Maria, che ha pubblicato in s pieni ... A volte penso che la maggior parte delle donne sono masochisti (come sta soffrendo .... o morire per mano di un ogni scatto. Se queste vittime farsi avanti sarebbe più facile per ridurre o eliminare un atto così barbaro. Le mie amiche e sorelle "donne": - Penso che quello che manca loro è un po 'di "coraggio", atúcia "per raggiungere. Sincerità nemico Sono immensamente dispiaciuto per te che sei silenzioso e decisamente am.? obbligati a chiamarli i "vigliacchi".

 
Non vogliono la loro libertà e la libertà di milioni di donne? Per specchiare nella piccola e forte .... Così zecca Malala nuovo e fatto una rivoluzione davvero una grande rivoluzione "all'interno dei castelli neri del vampiro assetato di sangue che amano vedere il sangue di una donna sarà sparso. In alcuni paesi la chiamano situazione cultura di un paese, che io chiamo degereração umana e ostilità da parte di governantes.Será io ho speso tutta la mia vita a suonare il pianoforte nella vita, la stessa partitura musicale (dolore, la violenza, la freddezza, la mancanza di educazione introsar se il mondo femminile, l'invidia emancipazione dei tanti che ha avuto il coraggio di lottare, di andare in guerra, tutte le armi in loro possesso .... * Fra le chiamo bellicosi e Scrappy, le donne con "M".
Non so che cosa impedisce loro di denunciare, scrivere, gridare al mondo ascolta. Sarete protetti e nessun diavolo può mettere le mani. So anche che è anche un po 'ridicolo mi riferisco a leggi, statuti, paragrafi che difendono l'onore e l'integrità delle donne, ma se alcuni non fare il primo passo, che li salva? Pregate (qualunque cosa che la religione è quindi tuonava bambini, Dio è uno, basta dare loro nomi diversi. Quello che non sa è che lui cerca di aiutare loro, ma siete in preda al panico e non si vede né sente il il progettista li mostra .... Perché? Panic ci acceca quando siamo malati di terrore. Realaxem, pensare e scrivere in, denuciando, raccontando la sua storia. suo nome sarà sostituito da uno pseudonimo e cercare di agire in loro difesa senza pericolo di vita. allora? Cerchiamo la felicità e una vita sana e tranquilla? smettere di nascondersi nella tua stessa ombra .... combattere!

L'articolo affronta il crescente interesse per la categoria "femminicidio" per le analisi dei decessi di donne in America Latina e il suo utilizzo per il caso brasiliano. Nonostante si verificano in circostanze diverse, dalla sua classificazione come "femminicidio" tutte le morti si spiegano con il fatto che "le vittime sono donne", sottolineando la persistenza di un modello patriarcale di dominio nelle società contemporanee. Problematizza l'uso di questa categoria "omogeneizzazione", insieme con le discussioni sulle specifiche di genere e la sua intersezionalità con altri marcatori sociali.
Parole chiave: femminicidio, omicidi di donne, di genere, i diritti umani, il Brasile.
Lo scopo di questo articolo è quello di presentare alcune riflessioni sul "femminicidio", cercando di capire come questa categoria è definita in letteratura e quali sono le implicazioni politiche del suo uso per l'analisi dei decessi di donne in America Latina e in Brasile. Questo è relativamente recente discussione nel paese e vi è poca letteratura sul tema che sta appena iniziando ad emergere, soprattutto in più in sintonia con dibattiti internazionali sui diritti umani e attivisti di genere mezzi.
Il femminicidio e la categoria femminicidio - torna alla differenza tra loro più tardi - hanno guadagnato terreno nel dibattito latinoamericano dalle relazioni di omicidi di donne a Ciudad Juarez - Messico, dove, a partire dai primi anni 1990, le pratiche di violenza sessuale, la tortura , sparizioni e omicidi di donne sono state ripetute in un contesto di fallimento dello Stato e la conseguente impunità per i criminali.
La maggior parte della letteratura disponibile è costituito da relazioni prodotte dalle ONG femministe e dalle agenzie internazionali, diritti umani - Amnesty International, tra gli altri. In generale, queste opere occupano di dare visibilità a queste morti e pressioni Stati membri adempiano gli obblighi da essi assunti con la firma e la ratifica di convenzioni e trattati internazionali a tutela dei diritti delle donne. Nella regione, le due convenzioni più importanti sono la Convenzione di Belém do Pará e la Convenzione sull'eliminazione di tutte le forme di discriminazione contro le donne.
Attualmente, oltre il Messico, ci sono studi sul femminicidio in paesi come l'Argentina, Belize, Bolivia, Cile, Costa Rica, El Salvador, Ecuador, Guatemala, Honduras, Nicaragua, Panama, Paraguay e Perù. Nel 2003, il Reina Sofia Centro per El Estudio de la violenza (Valencia, Spagna) ha pubblicato una relazione completa sulla situazione del femminicidio in 70 paesi su 5 continenti.
Una delle maggiori sfide per la realizzazione di queste relazioni è la mancanza di informazioni ufficiali su quelle morti. Le statistiche della polizia e della magistratura non portano nella maggior parte dei casi, le informazioni sul sesso delle vittime, il che rende difficile isolare i decessi di donne in tutti gli omicidi che si verificano in ogni luogo. Inoltre, nella maggior parte dei paesi non esistono sistemi informativi giudiziari che consentono di sapere quanti casi giudiziari che coinvolgono i crimini contro le donne vengono al processo e che le decisioni ottenuti. Per colmare le lacune di informazione, la maggior parte degli studi hanno fatto ricorso alla scrittura come fonte per la rilevazione di informazioni multimediali che vanno oltre i pochi dati ufficiali. In particolare, cercherà di raccogliere dati per aiutare a contestualizzare queste morti, come ad esempio il tipo di relazione tra la vittima e l'aggressore, le cause che hanno motivato le uccisioni e le circostanze in cui si sono verificati i crimini.
Il punto di partenza di questo lavoro è una revisione della letteratura prodotta in America Latina, in cui sono state utilizzate le categorie di "femminicidio", e la sua variante 'femminicidio' per descrivere e denunciare le uccisioni di donne che hanno diversi contesti sociali e politici . La lettura dei testi è stata guidata dai seguenti domande: come definire femminicidio? Quale tipo di morte che si applica categoria? Quali sono i limiti e avanza l'uso di questa categoria alla conoscenza della violenza contro le donne? E poiché questa categoria può aiutare a capire i decessi di donne in Brasile?
Nella letteratura, è importante notare che non vi è stata alcuna indagine generale sull'argomento. La maggior parte dei testi consultati è stata acquisita dal Comitato Latina e dei Caraibi per la Difesa dei Diritti dei Mulher2, che nel 2007 ha annunciato un pacchetto di testi e relazioni sul tema. Da questo materiale, una ricerca complementare, l'aggiunta di nuovi posti di lavoro. È, dunque, una ricerca che l'articolo presenta una prima sistematizzazione di informazioni. Per la presentazione, il testo è stato organizzato in 3 parti: background storico; definizione di femminicidio e la loro occupazione; validità dell'uso di questa categoria per analisi del caso brasiliano.
L'espressione femminicidio - o 'femminicidio', come originariamente formulata in inglese avrebbero usato per la prima volta nel 1976, durante la testimonianza davanti al Tribunale Internazionale per i crimini contro le donne in Bruxelas.Posteriormente, in collaborazione con uno scrittore che ha scritto un libro sul tema , che era quello di diventare il principale riferimento per gli studi analizzati qui.
Secondo la letteratura, usato questa espressione dell'uccisione di donne che sarebbero stati causati dal fatto che sono donne. Con questa prima approssimazione del significato di queste morti, gli autori sottolineano che le morti classificate come risultato femminicidio di discriminazione basata sul genere, non connessioni con altri marcatori di differenza come la razza / etnia o generazione di essere identificati. Sempre secondo gli stessi autori, un'altra caratteristica che definisce il femminicidio non è un evento isolato nella vita delle vittime, ma presente come il punto finale su un continuum di terrore, che include abusi verbali e fisici e una vasta gamma di manifestazioni di violenze e privazioni a cui le donne sono sottoposte nel corso della loro vita. Qualora tale abuso con conseguente morte della donna, che dovrebbero essere riconosciuti come femminicidio. Il brano che segue illustra la portata della definizione:

    
Femminicidio è sul punto estremo del continuum di anti-terrorismo delle donne che comprende una vasta gamma di abusi verbali e fisici, come lo stupro, la tortura, la schiavitù sessuale (in particolare la prostituzione), figlio incestuoso abuso sessuale ed extra-familiari, percosse fisiche e emotivo, molestie sessuali (al telefono, per strada, in ufficio e in aula), le mutilazioni genitali (cliterodectomia, escissione, infibulações), interventi ginecologici inutili, eterosessualità forzata, sterilizzazione forzata, la maternità forzata (criminalizzando la contraccezione e l'aborto) , psicochirurgia, rifiuto del cibo alle donne in alcune culture, interventi di chirurgia estetica e altre mutilazioni in nome di abbellimento. Ovunque queste forme di terrorismo provocano la morte, diventano femminicidio
Tutte queste forme di violenza e abuso, secondo gli autori, sono crimini d'odio contro le donne. Secondo loro, l'esempio più estremo di questa violenza è stato il massacro del Politecnico dell'Università di Montreal, tenutasi 6 Dicembre 1986, quando 14 giovani donne sono state uccise e altre 13 - 9 donne e 4 uomini - sono rimasti feriti. L'autore del reato, un giovane di 25 anni che era riuscito a completare la loro iscrizione per la scuola - poi si è ucciso. Nella lettera giustifica la sua azione, Mark Lepine, il killer ha detto che le donne sono morti perché stavano sempre più prendendo il posto degli uomini.
Negli anni 2000, la frase riappare in letteratura. Questa volta a denunciare gli omicidi a Ciudad Juarez, in Messico. Una breve relazione su tali casi, permette di contestualizzare l'origine dei problemi attuali risalgono al 1960, quando l'economia locale è stato trasformato da due eventi: la fine di una politica di assunzione di lavoratori che emigrano legalmente lavorare nel settore agricolo negli Stati Uniti e l'attuazione di una politica di insediamento di grandi industrie ("maquiladoras"), attirando grande regione di migrazione interna. Negli anni 1970 e 1980, il "maquiladoras" - industrie di trasformazione dei prodotti - sono stati sviluppati sulla base di lavoro, lavoro femminile, descritto come "a buon mercato e docile", causando riarrangiamenti in ruoli di genere tradizionali, come l'aumento il numero di uomini disoccupati, con l'aumento della partecipazione delle donne (giovani e per lo più migranti) che non sono riusciti a rispettare solo con il loro ruolo di mogli, madri e soggiorno-at-home, per entrare nel mercato del lavoro, contribuendo per la sussistenza di le loro famiglie e guadagnando autonomia finanziaria relativa.
Ciudad Juarez si trova al confine con gli Stati Uniti. Dal 1990, la crisi è iniziata negli Stati Uniti e la chiusura della frontiera per l'immigrazione legale hanno reso la città un importante punto di transito per gli immigrati clandestini che cercano di andare negli Stati Uniti. La città è anche sede di numerose altre attività illegali - traffico di armi, tratta di esseri umani, traffico di stupefacenti, furti d'auto e il contrabbando - e di altre reti controversie e di potere attraverso i quali queste attività prendere, compresa la corruzione della polizia.
In questo scenario, nel 1993 omicidi di donne cominciano a verificarsi. Dall'inizio di queste morti, le caratteristiche delle vittime e le similitudini nel modus operandi dei crimini che hanno contribuito alle spiegazioni più comuni quando si tratta di violenza contro le donne - cioè, sono crimini di passione e di violenza a fini sessuali - sono state confutate.
La maggior parte delle donne uccise a Ciudad Juarez sono giovani migranti, o famiglie migranti, i lavoratori del settore. Nel corso degli anni, alcuni reati coinvolto anche donne in età adatta, con altre occupazioni, così come gli adolescenti, ragazze e anche i bambini con pochi mesi di vita. Eppure hanno continuato a prevalere giovani donne che lavorano.
Le descrizioni del modus operandi suggeriscono uno scenario di orrore: i corpi si trovano in fossati e terreni abbandonati con segni di violenza sessuale, la tortura, alcuni hanno le mani legate e sono visibili segni di strangolamento. Alcuni corpi sono smembrati. Oltre ai morti, ci sono numerosi casi di sparizioni, su cui aleggia anche sicuro che nascondono omicidio. Le morti a Ciudad Juarez sono sempre descritti con un alone di mistero, se le caratteristiche dei crimini - le cui pratiche sono descritte come parti di rituali - per omissione dello Stato e l'esistenza di quello che sembra essere una maggiore "potere" che protegge responsabile per i crimini e le minacce contro la vita di tutti coloro che cercano di svolgere alcune ricerche sul cases.6 Non c'è consenso sul numero di morti e sparizioni. Secondo il deputato e femminista Marcela Lagarde, la Commissione nazionale per i diritti umani riconosce che, tra il 1993 e il 2003, 263 donne sono state uccise e 4.500 mancavano a Ciudad Juarez e Chihuahua regione. Hanno Amnesty International, nel suo rapporto, afferma che nello stesso periodo sono stati 370 omicidi.
In oltre 15 anni di omicidi, piccoli progressi con la ricerca e l'identificazione dei criminali. Lo stato messicano era completamente silenzioso nei primi anni. A partire dal 2000, pressato dai movimenti delle donne locali e internazionali e femministe, e le agenzie internazionali dei diritti umani, le commissioni per i diritti umani e la Verità e la riparazione è stata creata per indagare sui casi. Di volta in volta la polizia arresta un sospetto che viene presto presentato al pubblico come il "colpevole". In generale sono membri di bande criminali o descritti come serial killer. Ma questi arresti non sono sufficienti a contenere i crimini che si verificano a decine ogni anno. La popolazione e le famiglie delle vittime respingere le conclusioni della polizia, ma non hanno potere di pressione alle istituzioni di polizia e di giustizia. Il risultato è stato l'impunità per i veri responsabili di questi crimini.
La situazione a Ciudad Juarez vissuto indica l'esistenza di un particolare scenario in cui queste uccisioni sono parte. Le morti a Ciudad Juarez non sono "morti ordinarie". Le commissioni per i diritti umani che accompagnano casi riconoscono che parte di esso è dovuto alla violenza domestica e quegli assassini beneficiano fine all'impunità che circonda questi casi. La teoria polizia circa l'esistenza di un serial killer, o alcuni di essi, può anche essere vero per la maggior parte dei casi. Ancora una volta, questi delinquenti anche finire protetti da impunità che caratterizza queste morti. La tesi che sembra avere una maggiore motivo è che i crimini si verificano nel contesto di affermazione del potere da parte di gruppi locali che si dilettano ad avere il controllo su tutta la situazione - tra lo Stato, i media e il pubblico - ma anche il piacere con l'abuso e l'omicidio di donne, dato il rituale e la raffinatezza di crudeltà con cui operano. A quanto pare, l'uso della categoria di femminicidio per definire ed evidenziare queste morti e le ragioni che circondano la sua comparsa e ricorrenza tempo sia giustificata da quello che lui chiama una mancanza di intelligibilità dei casi, sia per quanto riguarda le loro ragioni, come rispetto al nastro di protezione sembra essere responsabile intorno.
La maggior parte delle opere consultate per questo articolo prende come riferimento la definizione elaborata, anche se referam i decessi avvenuti in contesti diversi e sono praticati da diversi agenti. Tranne nel caso del Guatemala detiene molte analogie con la situazione a Ciudad Juarez, studi in altri paesi si riferiscono agli omicidi di donne per loro (ex) marito e (ex) partner. Così, la domanda sorge spontanea: qual è l'importanza politica di utilizzare la stessa categoria di spiegare le morti che si verificano in vari contesti dalle mani di diversi attori? Si può dire che tutte queste morti hanno una radice comune che sarebbe una discriminazione in base al sesso? L'utilizzo di questa classe non aiuta a dare una falsa idea di "unità" o "omogeneità" di queste morti, causando loro di perdere la possibilità di commentare specifiche condizioni locali, un fattore che può essere importante per proporre strategie di coping?
Senza tentare di trovare una sola risposta a queste domande, i seguenti sono le caratteristiche principali utilizzati per definire femminicidio e giustificare il suo uso per la classificazione dei decessi tra le donne.
Secondo i ricercatori la prima caratteristica di questa definizione considera il femminicidio come morti volute e violente di donne a causa del loro genere, o perché sono donne. Il che spiegherebbe la morte non sarebbe la condizione di genere, ma il fatto che le donne non svolgono i loro ruoli di genere in modo corretto. Per tutti e tre gli autori, questi decessi legati alla altra razza / etnia, generazione o religiose o politiche motivi affiliazione non sono identificati.
Un'altra caratteristica di femminicidio si riferisce a non essere un evento isolato nella vita di alcune donne. La violenza contro le donne è definita come universale, strutturale e si basa sulla presente in quasi tutte le società del sistema di dominazione patriarcale mondo occidentale. Come visto in precedenza, la morte di una donna è considerata come la forma più estrema di un continuum di violenza, definita come il risultato di un modello culturale che si apprende e trasmesso attraverso le generazioni. Come parte di questo sistema di dominio patriarcale, femminicidio e tutte le forme di violenza che sono collegati ad esso sono presentati a causa di differenze di potere tra uomini e donne e anche una condizione per il mantenimento di queste differenze.
Il femminicidio è descritto come un crimine commesso da uomini contro le donne, individualmente o in gruppo. Hanno caratteristiche misogini di repulsione nei confronti delle donne. Alcuni autori addirittura sostengono l'uso dell'espressione discriminazione sessuale, mettendo in evidenza il carattere di sterminio di persone di un gruppo di genere per un altro, come nel genocidio.
Alcuni studi riconoscono e classificano la morte di donne, come l'estrema violazione dei diritti umani delle donne, affrontando l'eliminazione della vita, il principale legale e protetti da sistemi giuridici nazionali e internazionali. Questa definizione delle diverse forme di violenza contro le donne come una violazione dei diritti umani è relativamente recente e ha guadagnato la protuberanza della Conferenza per i diritti umani. Questo approccio consente di denunciare la violenza contro le donne come una questione pubblica e politica, riconoscendo la sua pratica come un crimine contro l'umanità. Permette anche la carica di stati che soddisfano impegni a sottoscrivere e ratificare le convenzioni internazionali per la tutela dei diritti delle donne, per sradicare, prevenire e punire ogni forma di violenza e discriminazione contro le donne.
Tuttavia, non vi è consenso sul vantaggio di questo approccio con i discorsi dei diritti umani. Per alcuni autori, la definizione impiegata da convenzioni sui diritti umani è limitante, dal momento che parlare di violenza fisica, psicologica e morale, ma lasciare fuori il carattere strutturale, sul quale i difensori del patriarcato insistono. Anche se il keynote di violenza basata sul dominio patriarcale è presente nella maggior parte dei lavori, in alcuni studi l'importanza dei contesti sociali e politici guadagna un peso maggiore nella definizione di femminicidio.
Uno degli autori che attira l'attenzione sull'importanza di contesti politici, sociali ed economici è una psicologa e femminista messicana - Julia Monárrez Fragoso, che aggiunge alla definizione di femminicidio un riferimento alle circostanze sociali e la compiacenza politica, economica e sociale.

    
E 'importante notare che tutti i menzionati teorica stabilire il genere come una categoria privilegiata per analizzare l'omicidio di donne, tuttavia, l'analisi delle classi sociali e di altre strutture di potere o di condizioni materiali che possono influenzare la violenza degli uomini contro le donne sono menzionate solo senza analisi. Uno dei pochi autori esplorano la necessità di portare la ricerca e l'analisi di questi crimini discussione su intersezionalità di genere e di altre strutture di potere, riconoscendo che ci sono diverse esperienze di essere una donna, anche se il femminicidio può avere un significato simile per tutti loro.
Altri, a sua volta, riflettendo sulla situazione in Guatemala, ha detto che l'uso della parola femminicidio inserisce una dimensione politica del problema in contrasto con l'omicidio, descritto come parola neutra, in quanto permette di identificare il sesso delle vittime. D'altra parte, è anche rispetto a categorie giuridiche esistenti che sono considerati troppo stretto e lasciano uscire caratteristiche come collegamento tra sesso e violenza, come uxoricídio, parricidio. Pertanto, l'impatto politico sulla vita delle donne e degli uomini viene amplificato, perché tutti i discorsi che sono costruiti attorno femminicidio sono basati su un rafforzamento della presentazione delle vittime della supremazia maschile e la responsabilità per tutte le vittime della violenza sofrem.Lagarde che aggiunge a questa definizione il composto di impunità per questi crimini spiegano il sostegno nel tempo:

    
Al fine di dare femminicidio concorrenti modo criminale silenzio, omissione, negligenza e la convenienza delle autorità competenti per prevenire e sradicare questi crimini. Ci femminicidio quando lo Stato dà alcuna garanzia per le donne e non crea condizioni di sicurezza per la loro vita in comunità, nelle loro case, spazi di lavoro e tempo libero. Tanto più quando le autorità non esercitano le loro funzioni in modo efficiente. Quindi femminicidio è un crimine di Stato.
Anche se ha lasciato un grande impegno per dimostrare che l'uso della parola femminicidio mira a rivelare l'impunità penale come causa di perpetuazione della violenza contro le donne, dalla sua formulazione, è possibile notare che gli studi fanno uso di entrambe Vocabolario - femminicidio e femminicidio - indiscriminatamente, senza preoccuparsi delle differenze, che potrebbe aiutare a sviluppare una formulazione politica più per il concetto.
Uno dei maggiori ostacoli per gli studi di decessi nelle donne, e omicidi in generale, in Brasile, è la mancanza di dati ufficiali, permette di avere una visione più ravvicinata del numero dei morti e dei contesti in cui si verificano. Studi e relazioni sulla situazione di femminicidio nei paesi latino-americani non affrontare una situazione diversa. La maggior parte degli studi indicano una mancanza di dati ufficiali, l'assenza di dati statistici disaggregati per sesso di vítima9 e altre informazioni che consentano di proporre politiche per affrontare questa e altre forme di violenza che colpiscono le donne. In molti casi, la strategia adottata dagli studi finiscono per essere l'uso di dati provenienti da fonti diverse - quali i rapporti di polizia, referti medici e legali, procedimenti giudiziari, pubblici ministeri e documenti, una delle fonti più utilizzate, la stampa scritta.
Sebbene l'uso di dati provenienti da fonti diverse è una strategia di ricerca valida, il loro uso può portare a punti dati piuttosto fragili punto di vista metodologico e scientifico. Impossibile aggiungere i numeri da varie fonti di informazione, ci possono essere record duplicati; Inoltre, ci sono diversi sistemi di classificazione, per esempio, tra i dati provenienti da fonti della polizia e quelli generati dai sistemi sanitari - e che molti casi sono lasciati fuori dal conteggio. Per quanto riguarda la stampa, una delle principali critiche possono essere fatte per la copertura. Raramente una copertura stampa nazionale, in particolare per i fatti criminali. I reati che guadagnano le pagine dei giornali sono "eletti" una serie di eventi che si verificano in giorno per giorno le città ed a seconda delle dimensioni della città o le persone coinvolte, un reato può essere maggiore o minore enfasi. Inoltre, la segnalazione dei reati da parte della stampa dipende in gran parte la redazione e la commercializzazione politica di ciascuna rivista. Pertanto, anche se questa fonte è relativamente più accessibili ai ricercatori, la stampa deve essere usato con cautela ed i loro dati analizzati con grande cura, evitando generalizzazioni.
Un altro ostacolo menzionato da studi per l'identificazione e la classificazione di femminicidio, è dovuta al fatto che tale figura giuridica. La maggior parte dei paesi latino-americani hanno leggi speciali per la famiglia violenza domestica, ma queste leggi non rientrano nella morte delle donne in modi diversi. Così, per il sistema giudiziario e di polizia - fonti di dati per alcuni degli studi - le morti delle donne sono classificati e trattati secondo criminalizzazione esistente in ogni paese, che comprende omicidio qualificata o semplice, parricidio, omicidio e la figura uxoricídio dalla violenta emozione che comprende i crimini di passione. Queste valutazioni si applicano a tutti i decessi, a prescindere di essere stati commessi contro uomini o donne, alcune si applicano solo agli adulti, altri possono valere anche per i bambini. Pertanto, la classificazione del reato non consente di isolare la serie di record di polizia e / o processi che coinvolgono le donne
In mezzo a così tanti dati e informazioni, la ricerca ha cercato di stabilire alcune caratteristiche, al fine di distinguere i reati comuni di femminicidio come strategia per evitare l'impunità penale.
In primo luogo, ci sono preoccupazioni distinguere questi morti crimini di passione. L'argomento che distingue l'un l'altro è molto fragile e si basa su premeditazione e di intenti per il crimine. L'obiettivo è quello di rendere la morte di donne che non rientrano nella "fossa" della comprensione che il reato di passione è meno grave e spesso è legittimato dai giudici per garantire l'attuazione delle sentenze impunità leggeri o anche in questi casi.
In secondo luogo, vi è la preoccupazione di dimostrare che le morti delle donne sono diversi da morti che risultano dalla criminalità comune, in particolare quello che è causato dall'azione di bande e gang. Questa distinzione è particolarmente importante nei paesi in cui il lavoro di questi gruppi è cresciuto, tra cui la partecipazione delle donne - come in El Salvador, Honduras, Guatemala, tra gli altri - che attribuiscono questi crimini a banda lotta è percorso sicuro per l'archiviazione processi.
Nei paesi che hanno compiuto periodi di conflitti interni intensi, come in Nicaragua, Guatemala ed El Salvador esperienza, ci sono anche una preoccupazione di dimostrare che queste morti sono un retaggio di questo periodo di conflitto, anche se alcuni studi riconoscono che in queste società, la facilità di accesso alle armi da fuoco possono influenzare il numero di morti.
Riconoscendo che il concetto di femminicidio / femminicidio merita ulteriore formulazione, alcuni autori hanno utilizzato una tipologia che era stato sviluppato nella ricerca sul femminicidio in Costa Rica, cercando così di dimostrare che, anche se tutte queste morti sono causate da una discriminazione basata sul sesso ci sono caratteristiche che riflettono le diverse esperienze di violenza nella vita delle donne e rendono questa serie di morti eterogenei e complessi. Questa tipologia consiste di 3 gruppi.

    
Femminicidio intima: i crimini commessi da uomini con i quali la vittima ha o ha avuto un intimo rapporto di parentela, convivenza o simili. Includere i reati di partner o uomini sessuali che hanno avuto altre relazioni interpersonali, come mariti, compagni, fidanzati, sia in relazioni passate o attuali;

    
Non intima femminicidio: quelli commessi da uomini con i quali la vittima non avevano alcun rapporto intimo, familiare o di coabitazione, ma con il quale ha avuto un rapporto di fiducia, di amicizia o di gerarchia, come amici o colleghi di lavoro, operatori sanitari, datori di lavoro. Crimini classificate in questo gruppo possono essere suddivisi in due sottogruppi, secondo si è verificato alla violenza sessuale o meno.

    
Femminicidio per connessione: quelli in cui le donne sono state assassinate perché erano nella "linea di fuoco" di un uomo che ha cercato di uccidere un'altra donna, o sono casi in cui le donne adulte o ragazze cercano di intervenire per impedire la commissione di un crimine contro un'altra donna e alla fine muoiono. Dipende dal tipo di legame tra vittima e aggressore, che può anche essere sconosciuto.
Nonostante tutti questi sforzi per delimitare la differenza tra i tipi di femminicidio e mostrano che aderiscono ad un particolare insieme di motivazioni, la tipologia sopra descritta consente la fine della giornata, che virtualmente tutti i decessi nelle donne sono classificati come femminicidio, tranne quelli che derivano, ad esempio, i reati contro il patrimonio e acidentes. 
 Nonostante tutti questi sforzi per delimitare la differenza tra i tipi di femminicidio e mostrano che aderiscono ad un particolare insieme di motivazioni, la tipologia sopra descritta consente la fine della giornata, che virtualmente tutti i decessi nelle donne sono classificati come femminicidio, tranne quelli che derivano, ad esempio, i reati contro il patrimonio e acidentes10. Inoltre, osservando l'applicazione di questa tipologia di dati presenti nei diversi paesi, abbiamo che la maggior parte dei crimini analizzati si riferisce al femminicidio intimo, vale a dire i reati derivanti da rapporti coniugali.Un aspetto che spicca nel discorso che si svolge intorno al femminicidio è la persistenza di un approccio basato sull'idea di oppressione delle donne da uomini - paradigma del patriarcato. Maggior parte dei lavori riproduce le dichiarazioni fortemente orientate dal femminismo radicale americano. Questa enfasi sulla dominanza maschile ha caratteristiche come universali di violenza e naturalizzazione delle relazioni tra uomini e donne; la violenza è sempre uomini e donne rimangono "congelati" nel ruolo delle vittime e degli oppressi, cioè, non sembra esserci soluzione alla situazione in cui molti di loro sono.Mentre alcuni di questi decessi possono essere attribuiti all'esercizio perverso di potere e di dominio degli uomini sulle donne, che comportano discussioni teoriche del patriarcato avanzate negli ultimi anni e alcuni sollevano la possibilità che il patriarcato non può essere spento anche mostrare segni di stanchezza ma sicuramente subito trasformazioni per garantire la loro sopravvivenza in un mondo in cui i ruoli sociali di genere stanno cambiando a rotta di collo.Un altro aspetto interessante di questo dibattito è il movimento contraddittorio che sembra emergere dalla insistenza nel proporre un concetto che cerca di comprendere tutti i decessi nelle donne, in un momento in cui sempre più si parla di mainstreaming di genere con altri marcatori sociali (età / generazione, razza / colore, religione, orientamento sessuale, / provenienza regionale sociale, ecc.) e le diverse esperienze di femminilità che si producono in ogni società. In questo senso, si può considerare che le morti dei giovani lavoratori delle fabbriche in Ciudad Juarez è un buon esempio di ciò che il femminicidio. La contraddizione si applica esattamente la stessa categoria di spiegare tutte le morti di donne, indipendentemente dall'età, classe sociale, il contesto e le circostanze in cui si verificano i crimini, e coloro che li praticano.A quanto pare, questo movimento sembra invocare il metodo che Elisabeth Badinter, il filosofo francese e femminista, definito come il "metodo dell'amalgama" (2005) applicato quando si cerca di dare espressione numerica per crimini contro le donne. Secondo Badinter, questo metodo funziona con un ampliamento delle definizioni di concetti teorici e tipi di criminali che mirano a che la copertura di un maggior numero di casi e dare più dramma per gli eventi che si desidera segnalare.L'applicazione di questo metodo diventa comprensibile se si osserva che una delle principali sfide affrontate dai movimenti femminili e femministi aveva diritto a vincere le loro lamentele e rendere il problema della violenza contro le donne, in particolare la violenza domestica e coniugale, un problema di politica pubblico. Tuttavia, quando si analizza il mix di situazioni e delle vittime (con caratteristiche che si differenziano le une dalle altre sia per età, razza, classe sociale a cui appartengono), la domanda rimane: come questo metodo aiuta a comprendere queste morti? che l'impatto politico di questi numeri? Non sarebbe più produttivo, per quanto riguarda l'attività politica, disaggregare morti e dare loro un significato dal contesto in cui si sono verificati? Disaggregare piuttosto che "unire" sarebbe più interessante anche da una visione concettuale teorico, consentendo la riflessione sulla necessità di politiche che sono più specifici, mentre l'introduzione di discussioni sulle specificità di genere un trasversali nelle politiche governative e lo stato?Tra le opere analizzate, pochi progressi in analisi di genere e poder.12 Per la maggior parte, la discussione è limitata alla comprensione dei rapporti tra uomini e donne sviluppano all'interno del dominio patriarcale. Ma dobbiamo muoverci. Quando si considera relazioni di genere come un modo di potere in circolazione nella società - prendendo come riferimento i contributi teorici di Scott (1988) e Foucault (1988, 2001) - è necessario modificare i termini in cui si capiscono le relazioni differenze sociali tra uomini e donne e questo cambiamento devono essere organizzati in tre assi.
 In primo luogo, è necessario che questi rapporti sono considerati come potenza dinamica e non più come una conseguenza del dominio dell'uomo sulla donna, presa come, statici, posizioni polarizzate fisse. In secondo luogo, è necessario rifiutare ogni e qualsiasi traccia di dominanza organico o naturale questa determinazione, mettendo in discussione la sua appartenenza universale, portando alla ribalta il contesto storico e culturale, dunque, la politica, i rapporti tra i sessi. In terzo luogo, capire che i rapporti di potere sono esercitati maniera trasversale nella società, il che significa che ci sono diverse esperienze di essere una donna, essere uomo e l'esperienza della violenza. In questa linea, è fondamentale riconoscere il corpo come un campo di contesa e propagazione di potenza.La categoria analitica di "femminicidio" è stato utilizzato in Brasile da un'analisi di omicidi di donne nei rapporti coniugali. Nel 1998, la categoria riappare in un lavoro che anche una riflessione sulle morti delle donne a causa di conflitto coniugale. Entrambi gli studi aggiungono importanti risultati di altri studi sullo stesso argomento. Tuttavia, poco si sa circa i decessi di donne praticata in altri contesti, da altri agenti e anche per ragioni che rimangono sconosciute. Così, nonostante l'accumulo di studi già condotti in Brasile sulla violenza contro le donne, c'è poca conoscenza circa l'interfaccia tra violenza urbana / criminalità urbana e genere, compreso l'impatto che la criminalità produce nella vita delle donne. Tra le opere recenti che portano contributi al tema sono i contributi che affrontano demulheres partecipazione alla criminalità urbana violenta. Anche su questo argomento, si sostiene che le aree di ricerca sulla violenza e la sicurezza pubblica si sono evoluti in isolamento, in modo che le diverse esperienze con la violenza e la vittimizzazione non si intersecano, come se non avessero alcuna relazione con l'altro. Di conseguenza, dice l'autore, la ricerca sulla violenza riproducono la logica che separa lo spazio pubblico e privato.Come risultato di questa separazione, la violenza del partner domestica e intima non è riconosciuto come un problema di sicurezza pubblica, così come non hanno la ricerca sulla partecipazione delle donne alla violenza urbana. In accordo con le riflessioni di Smith, vi è la necessità di costruire ponti tra i due campi di studio, rompendo la dicotomia tra pubblico e privato, e con le percezioni più tradizionali dei ruoli sociali di genere.Uno di questi ponti segue dalla riflessione sui confini teorici e politici di categorie come "violenza domestica" o "violenza domestica", così come i problemi derivanti dall'utilizzo della categoria "violenza di genere", spesso usato come sinonimo di "violenza contro la donna. " Questi studi hanno suggerito che queste categorie, o alcuni di essi, sono stati strumenti importanti per la definizione di violenza contro le donne come un problema da trattare come un oggetto di politiche pubbliche, criminalizzare come un modo per combattere attraverso un sistema di sicurezza e la giustizia. Tuttavia, se il vostro lavoro ha contribuito richiamare l'attenzione sulla violenza che si è verificato in casa / famiglia / ambiente privato, con il passare del tempo fino a diventare sgualcita, rendendo la transizione verso una più ampia discussione sui diritti umani.Un altro ponte da costruire dovrebbe effettuare ulteriori studi su omicidi in Brasile, tra cui l'approccio di genere. Un inventario delle difficoltà esistenti nella comprensione di questo fenomeno nel paese è stata condotta. Tra i principali ostacoli che gli autori sottolineano: l'accesso e la comprensione delle statistiche ufficiali, soprattutto quelli che vengono prodotti all'interno della sicurezza pubblica difficile; disparità dei dati presentati dai servizi di sicurezza e di giustizia e quelli forniti dai servizi sanitari, a causa delle differenze tra le unità di reporting ufficiali e il loro scopo. Sempre secondo Adorno, la sproporzione tra i tassi di vittimizzazione tra uomini e donne è sorprendente e, inoltre, diffuso nel tempo e nello spazio. In questo scenario, anche se gli omicidi sono definiti come "l'espressione più completa della violenza di genere", le morti di donne rimangono oscurati dalla sua piccola espressione numerica e, di conseguenza, il suo scarso impatto sulla politica pubblica.Data questa situazione, si deve riconoscere che la classificazione di omicidi di donne e femminicidio non contribuisce alla conoscenza e la comprensione su di loro. Così, invece di applicare una categoria che è omogeneizzante, sembra più produttivo per esplorare le cause e dei contesti in cui si verificano per qualificare i fatti e capire i rapporti di forza che contribuiscono alla loro pratica.Non si può ignorare che la maggior parte degli omicidi di donne avviene in attacchi in casa, commessi dai loro partner intimi o conoscenti, ma bisogna esplorare morti in altri contesti ancora meno studiati da ricerche in Brasile, affrontare questo sembra essere un aumento della partecipazione delle donne alla criminalità urbana. Abbiamo già alcuni indizi circa la loro partecipazione. In primo luogo sappiamo che le donne sono più esposte come vittime indirette della criminalità urbana, sono le uccisioni di donne in Pernambuco, ha dimostrato che c'è una parte di vittime formata dalle madri, sorelle, figlie, i partner, amiche che sono stati uccisi in azioni mirate raggiungere gli uomini dalle loro famiglie, ma questi spesso direttamente coinvolti con la criminalità.Ma c'è anche una partecipazione diretta delle donne nel mondo criminale, il che significa che sono più esposti alla violenza. Non vi sono dati per illustrare questo coinvolgimento, ad eccezione di quelli che mostrano l'aumento di afflusso di donne nella popolazione carceraria. Questi sono alcuni indizi, ma ce ne sono altri da sfruttare per fare progressi nell'identificazione dei rischi per la vita delle ragazze e delle donne, una schiera crescente di violazioni dei diritti umani, confondendo i confini tra pubblico e privato, che avevano servito a spiegare (e anche legittimare) le uccisioni di donne.L'impiego di categoria femminicidio è molto nuovo nel paese e non abbiamo un insieme di argomenti per analizzare la validità politico per la classificazione dei decessi tra le donne. Questo lavoro si propone di portare alcuni contributi che si prevede essere utile per un ulteriore dibattito.Questo concorso testo, reporting, contesto o una tesi su femminicidio, ci dimostra che non vi è stata a lungo lottando per combattere la situazione di degrado che affligge le donne di tutto il mondo, soprattutto nei paesi musulmani, dove stanno crescendo più poveri, di umanità e di amare la donna o tutte le donne, le própprias donne che danno vita al maschio, a volte anche morire di parto, complicazioni, perché vivono in un paese povero che sembra più la religione, adorare le creature più bizzarre si può imaginare.
Testo di: JUSSARA SARTORI
Scrittrici, Poetessa & Freelance