segunda-feira, 13 de julho de 2015

SER OU NÃO SER FELIZ... EIS A QUESTÃO...


Nossos sentimentos e emoções vem e vão, crescem e desaparecem, como fases da Lua. Por que então tomá-los como base de nossas relações? O amor como sentimento (ou sobre as crianças mimadas que somos). “Na mesma época em que as crianças se tornaram representantes de nossa vida além da morte, começamos a organizar nossa sociedade pelos sentimentos. Não só nos casamos por amor ou se ele, mas até nossos laços de sangue pouco valem sem os afetos. Passamos de um mundo em que havia laços com ou sem sentimentos (tanto fazia) a um mundo em que os sentimentos são condição dos laços.”

Nós queremos ser chacoalhados. Filmes, músicas, chocolates, viagens, sapatos, amores… Somos felizes quando somos movidos por algo. Toda paixão – como já sugere a raiz grega, páthos – é uma forma de passividade. Nós sofremos paixão, padecemos, nos assujeitamos. Caímos arrebatadas, atropeladas.A paixão é algo que nos acontece.Primeiro, a confissão “Estou apaixonada por ele!”, que significa “Ele faz coisas comigo, ele me deixa viva, linda e feliz”. Depois, “Eu te adoro”, nada diferente de pedir que o outro continue nos movendo, seguido pelo clássico “Eu te amo”, ou seja, “É por você que quero ser amada”. E enfim o pedido de casamento, cujo discurso gira em torno de ' eu nunca fui tão infeliz pois me portei com um crápula, uma pessoa de duas faces e, para piorar é de "gêmeos" (já enfiei a astrologia no meio

Se casamos por um amor desses, assim que o outro pára de nos mover, de injetar infelicidade em nós,e ainda quer nos forçar a sentir tesão, nossa passividade se revela pura estagnação (pois afinal nunca nos movemos de fato, é sempre o outro que nos puxa de lá para cá). Quando ele pára de nos mover, paramos de amar. Trocamos então o “Eu te amo” por “Eu quero me separar”. O motivo? Parecia ser feliz, mas era tudo um encenação; fazia feliz, agora não maisela,  pois sempre fingiu tudo, como em uma telenovela. Razão suficiente para terminar uma relação, não é mesmo?

Se fosse apenas com as relações amorosas… O sentimento é considerado critério de veracidade, referencial ético, fundamento inquestionável para qualquer ação. Ele saiu do trabalho porque não estava se sentindo bem lá. Ela fuma porque gosta do que o cigarro o faz sentir. Ele quase não visita sua família porque se sente desconfortável entre tios e primos, gente chata e sem graça. E, claro, ele terminou o casamento porque nunca me amou, acabou. Os sentimentos são nosso refúgio e nossa certeza. Nossa intuição mais profunda: “Se eu sinto assim, então só pode ser verdade!”.

Tomando os sentimentos e as sensações como referencial, procuramos por tudo aquilo que nos faz sentir bem e nos afastamos das situações e seres que não nos trazem praze, só asco, um nojo repulsivo.. Com isso, nos mimamos o nosso ego, na esperança de existir um homem perfeito, que se encaixe a você: “Rúcula eu não como porque não gosto”. A nova geração de homens “frescos” que não comem alguns legumes e verduras é impressionante! Esses dias conheci um cara que não come mamão. Pode isso? (Toda mulher deveria desconfiar do desempenho sexual de um homem que não come de tudo).

    “Na sociedade atual, o projeto de ser feliz é mais importante do que qualquer obrigação – inclusive a de criar as crianças no quadro de uma família. Os pais que se divorciam transmitem esta opção a seus rebentos, que se tornam, portanto, os arautos da nova disposição subjetiva, assim resumida: o que mais importa é se dar bem.”Como sabemos que nos indispomos ao menor desconforto (e que o outro funciona do mesmo modo), evitamos ao máximo causar atritos no sentimento que elegemos como base da relação. Sob o risco do amor do outro acabar, temendo sermos abandonadas (mas eu fui) como um brinquedo antigo jogado no fundo do armário, também mimamos nossas fantasias e vontade de ser feliz.

Tentamos não confrontar suas negatividades para que eles nunca pensem que só fingimos acreditar. Ao mesmo tempo, nós também queremos nos sentir amados, então mimamos nossos sonhos para sermos amadas interiormente, pois no real não há chance – eis nosso pacto de mediocridade.    “Os laços construídos ao redor do amor são dos mais precários; os casamentos por amor duram menos, ao que parece, do que os contratos do passado. E, quando duram, podem doer mais (tipo: nossa vida é um inferno, a gente não se entende, vivemos em um inferno mas mostramos um amor de fachada para a sociedade).” Isto doí, machuca, frustra. ão que o fez nascer. É a lembrança dessa vinculação que, depois de anos de relacionamento, nos preocupa lá pelo quarto mês de paixão ausente: “Ele não me procura mais”, “Ele parece que me odeia, nunca gostou gostou de mim e se uniu a mim pelo statos do meu sobrenome e minhas raízes italianas e francesas”.

 Se não há paixão, parece não restar mais amor, então outros sentimentos e emoções tomam conta do nós (já que o sentimento é sua fundação), muitas vezes o fazendo ruir de dentro para fora. Sem amor, qual o sentido de ficar junto? Por isto ele partiu (também por não ter responsabilidade de macho. Sempre se deixou levar pelos outros.Nosso mimo hedonista quase não é um problema comparado ao sofrimento gerado pela impermanência, pelas oscilações dos sentimentos. Funciona assim: um sentimento surge, dita o que é verdade para mim, dá sentido a todo o meu momento e me impulsiona para uma ação, então me movo em uma direção, até que o sentimento cessa (e com ele a verdade, o sentido e a ação) e me sinto perdida, confusa e impotente, sem entender como fui parar em um local desconfortável sendo que estava andando em direção a um horizonte de felicidade.



Se colocamos duas pessoas, lado a lado, se amando assim, arrastadas por sentimentos, qual a probabilidade de elas continuarem próximas por um longo tempo? Nenhuma, pois isto o que me aconteceu e acontece com muita gente.Uma relação que sempre foi cheia de conflitos, nunca mais terá a probabilidade de ser "igual" ao período antecedente às desavenças porque foram tantas  às feridas, tantos insultos, violência,  palavras indelicadas, da parte dele, que é impossível acreditar, deixar "outro" se aproximar.... "Infelizmente, ficamos com este trauma".


Escritora, Poetisa & Freelance

domingo, 12 de julho de 2015

MISANDRIA X MISOGINIA



Em um meu artigo eu já falei de misoginia. Hoje vou escrever sobre a misandria é a repulsa, desprezo ou ódio contra o sexo masculino. Esta é uma forma de aversão patológica aos homens, enquanto gênero sexual, sendo considerada o oposto da misoginia, que é o sentimento de repulsa e ódio pelo sexo feminino.

Etimologicamente, o termo "misandria" surgiu do grego misosandrosia, composto pela junção das partículas misos, que quer dizer "ódio", e andros que significa "homem". Atualmente, o termo "androfobia" também pode ser considerado sinônimo de misandria. Já o oposto, ou seja, a admiração e paixão pelo sexo masculino é conhecido por androfilia.

Muitas pessoas associam o feminismo como um propagador do discurso misândrico, no entanto, o feminismo, ao contrário do machismo é um movimento político, social e filosófico que defende a igualdade de direitos e deveres entre o sexo masculino e feminino. A misandria é propagada pelo chamado "feminismo radical", também conhecido por femismo, que é considerado o sinômino do machismo (ao mesmo tempo que é o seu oposto), pois trata-se de uma ideologia de superioridade da mulher sobre o homem.

O femismo, assim como o machismo, prega a construção de uma sociedade hierarquizada a partir do gênero sexual; baseada em um regime matriarcal. feminismo e femismo são conceitos completamente diferentes.Misandria e misoginia.
A misoginia é o sentimento extremo de repulsa, desprezo e ódio contra às mulheres, enquanto que a misandria é o nome dado ao sentimento de raiva ou aversão praticado contra o sexo masculino. Existe um debate que questiona o posicionamento da misandria perante a misoginia, devido a importante carga histórica que carrega o preconceito sofrido pelas mulheres ao longo dos séculos. Algumas pessoas acreditam que a misandria surgiu como uma forma de "defesa" das mulheres atacadas por misóginos..

De acordo com o vulto que as manifestações humanas tomam de tempos em tempos, é comum observar a popularidade que ganham certas palavras antes muito pouco usadas. Uma grande parcela dos homens (mesmo que pareça contraditório para um homem hétero), apresenta comportamento misógino, pois para que o machismo permaneça com a 'superioridade masculina', é preciso minar nossa confiança de alguma forma, para que permaneçamos em nosso devidos lugares.
Toda mulher sofre com o machismo e com a misoginia desde o momento que é reconhecida como tal. Se não no próprio ambiente familiar, no momento em que começa conviver em sociedade. Muitas se habituam aos comportamentos supracitados, e a eles nunca reagem. Algumas outras, sobretudo as que sofrem traumas mais profundos e lutam pela emancipação do gênero, desenvolvem um comportamento de resposta que vem sido classificado como misandria.

Mas como podemos classificar como misandria um comportamento que é apenas uma reação, uma resposta, ou mesmo uma defesa? (Acaso nós mulheres devemos aceitar caladas o tratamento que ainda recebemos em pleno século XXI, ou devemos nos comportar aceitando que somos o sexo frágil?)Se a misandria existe, então por acaso isso anularia a carga do comportamento misógino que a mulher sofre desde sempre de forma ainda mais agressiva? A 'ofensa' que seria sofrida por um homem misógino não justificaria um comportamento equivalente, sobretudo em comparação ao que já foi, é, e será vivenciado por toda mulher. E isso inclui mesmo as que repudiam o comportamento 'misândrico', pois a vítima nunca deve ser culpada e sim esclarecida e amparada.

Não entendamos por vítima o lado mais fraco, nenhuma mulher está salva de passar por certas situações, por mais forte que seja. Isso se torna propício pela aceitação das atitudes machistas e afins por parte sociedade, devido a manipulação nos inviabiliza e propaga ainda essa aceitação. É fácil observar que tudo isso vem sob um disfarce de preocupação com a integridade, a feminilidade, a moral entre outros aspectos da própria mulher. E isso torna tudo muito mais difícil... Nessas tentativas de inversão cada vez mais constantes, vemos deturpações enormes, como por exemplo dizer que toda feminista é misândrica, entre outras estereotipias, além de alcunhas como 'feminazi' (esta em especial utiliza-se inclusive de forma bem humorada entre algumas feministas).

Porém uma massa de reacionários mais incautos, ou mesmo de misóginos treinados, acaba propagando uma imagem negativa e destrutiva, nos fragmentando cada vez mais. Estes, muitas vezes não assimilam que feminismo, é totalmente diferente de femismo*. Mesmo tendo ciência de que existem frentes feministas mais incisivas, a inversão deve ser identificada e combatida! O mundo não é dividido entre femistas e machistas, misândricos e misóginos, e nem mesmo é preciso ser feminista para reconhecer certas situações. Algumas questões requerem apenas uma dose de bom senso!

Classificar a mulher como misândrica (e como machista), é o mesmo que classificar um negro como racista o que absolutamente não se aplica ao contexto em que vivemos. Num português mais claro: é uma tentativa escrotade tirar o seu da reta. Façamos algumas observações um simples: as mulheres sofrem assédio, agressões, retaliações nos ambientes mais diversos, e os autores destas ações talvez nunca receberão delas, ou de outras a mesma abordagem; Uma grande quantidade mulheres, entre elas feministas, possuem companheiros, filhos, pais, entre outros entes próximos, do sexo masculino e não apresentam um comportamento de ódio para com os mesmos, mesmo quando o recebem.

No entanto parece impossível para alguns observar, que se esse repúdio feminino está crescendo, é porque algo ainda o motiva. Mas ao invés de uma reforma destes falsos valores que apodrecem nossa sociedade, o que vemos cada vez mais é uma espécie de chumbo trocado. Em tempo: as definições apresentadas logo a início do texto são justamente para escurecer que na prática não se trata de simples ódio ou repulsa, ou das intrigas frívolas que vemos internetê afora. A misoginia atua não só desta forma, como de modo a colocar as mulheres em posição de descrédito e autodepreciação, pelo simples fato de serem mulheres, além de pior, em conflito umas com as outras! É comum o descrédito por comportamentos que "deveriam" ser estritamente masculinos, e qualquer outra atitude considerada agressiva inconvencional da mulher.É preciso atentar não só para a etimologia das nomenclaturas impostas, como para as tentativas de inversão de culpa que são colocadas para tentar nos confundir. Não se culpe por algo que não partiu de você! Machismo, misoginia e androcentrismo, são comportamentos que tem sempre acompanhado a sociedade, que ainda é baseada no domínio masculino, e nenhuma inversão pode abafar tudo aquilo que temos vivenciado.

Misandria é um conceito muito distorcido e mal utilizado. O senso comum basicamente coloca a misandria como ódio individual aos homens, um ódio sem motivo, sem sentido — como se mulheres misândricas fossem animais irracionais. Nos rotulam como “histéricas” (uma denominação amplamente utilizada para torturar e queimar mulheres na Idade Média) e exageradas. Porém, antes de tudo, é preciso encarar que homens cisgêneros formam uma classe política. O que isso significa? Significa que eles, enquanto grupo social, são moldados pelo mesmo tipo de estrutura e também a perpetuam. Quando falamos que “homens são todos iguais” estamos falando da classe política homem e não de suas experiências individuais.

Nós vivemos numa sociedade onde o patriarcado é uma superestrutura e os homens são os seres dominantes dela, ou seja: todo homem é parte dominante do patriarcado e essencial para sua manutenção. Todos os homens propagam – de forma consciente ou inconsciente – o patriarcado, é inevitável. Como já cansei de falar aqui no Paritario, homens são todos machistas e, a partir do momento em que reveem seus privilégios, machistas em desconstrução. Por que é importante dizer tudo isso? Para que fiquem claras as motivações da misandria. Misandria não é ódio descabido e desmotivado, é ódio ao poder que a classe política dos homens exerce.

Nós, mulheres, vivenciamos violência de gênero diariamente, de diversas formas – seja essa violência verbal, física ou psicológica, não importa. A violência existe, é algo real, palpável, observável. E todas essas violências de gênero cometidas conosco são, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, encorajadas, causadas e apreciadas por todos os homens cisgêneros. No mundo das ideias (onde o humanismo realmente serviria para alguma coisa), realmente, a violência é individual e cometida por um homem em uma situação específica. Mas, infelizmente, o materialismo nos mostra outra coisa: todos os homens são beneficiados pela violência contra a mulher. Todos, sem exceção. Justamente porque essa violência é causada pelos agentes ativos do patriarcado, e quem são esses? Os homens. A violência cometida por um homem beneficia a todos. A violência de gênero é um dos pilares do patriarcado e é ela que perpetua o poder masculino e a sua superioridade.

Portanto, a misandria não é nada mais do que uma forma de proteção psicológica contra o tipo de violência que mais nos aflige enquanto mulheres. E ela, de certa forma, não é nem uma escolha – muitas vezes é causada por traumas de experiências com homens, que é o meu caso. Todos os estupros, todas as relações abusivas, todas as vezes em que somos inferiorizadas intelectualmente, todas as vezes em que a maternidade nos é imposta, todas as vezes em que nossos corpos são erotizados e sexualizados, todas as vezes em que o patriarcado e os homens agem sobre nós – tudo isso nos dá o direito de usar a misandria enquanto proteção e tática de militância, criando espaços exclusivos e seguros para mulheres.

Peço às feministas não-misândricas e às pessoas que não são feministas que respeitem as nossas vivências e a forma como nós lidamos com a violência de gênero. Sinto que falta, além de contextualização, compreensão. Ninguém é obrigada a ser misândrica, a misandria não é uma imposição. Nenhuma forma de luta deve ser imposta. Nenhuma vivência deve ser imposta. Nós somos misândricas por necessidade, por nos sentirmos mais seguras assim. E a misandria, acima de tudo, é a forma que nós encontramos de expressar nosso ódio ao patriarcado.
  
 
 
Texto de: JUSSARA SARTORI
Escritora, poetisa & Freelance

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ANJO RELUZENTE

ATÉ QUANDO VAI A FORÇA DAS MULHERES..

Eu sempre sonhei fazer uma entrevista,  como esta. Fico triste e, ao mesmo tempo feliz, em que uma verdadeira mulher, teve coragem suficiente de se abrir para mim, como se àquele peso que levava às costas lhe atrapalhasse a seguir em frente.... Procurar à felicidade e o verdadeiro amor, coisa que o passado lhe impedia. Hoje, entrevista a à Giulia Giulliani, que tem uma história, exatamente, igual à minha.
PARITARIO - Giulia, como foi à sua infância?
GIULIA: . Maravilhosa. Tive avós, tios e, ainda pais, que me amam muito. Era difícil me transformar em muitas Giulias para contentar toda uma família de italianos dóceis, de sangue quente.

PARITARIO - Você vivia como uma princesa e todos os tios a disputavam, por ser a primeira sobrinha e neta?
GIULIA - Isto mesmo, mas nem por isto eu os destratava. Não tinha nem como, todos me requisitavam como se eu fosse exclusividade deles.

PARITARIO - Recorda de algum momento triste ou cômico em sua infância?
GIULIA - Sim. Uma vez, à minha terceira tia, no cronograma genealógico.me deixou que eu brincasse com fogo, em uma fornalha da minha avó (Eu só tinha cinco anos). Ela me deu fubá e arroz, para brincar...

PARITARIO - O que sucedeu desta brincadeira?
GIULIA - Eu fiz uma papa com o que ganharia e queria dar para algum residente daquele quintal imenso experimentar.

PARITARIO - E, conseguiu?
GIULIA - Sim. . A mamãe pata passava com sua ninhada toda amarelinha, Tinha uns  vinte patinhos, todos, lindamente, amarelinhos.  Fui pegando um a um daqueles lindos patinhos, abrindo-lhes o bico, e colocando àquela papa fervendo lá dentro. Não me dava conta que já estavam mortos até que minha tia apareceu e me disse: - Giulia, o que que fez com os patinhos? Estão todos mortos....

PARITARIO - Apesar das muitas confusões e da sua grande inocência, continuou a ter uma infância e adolescência feliz....
- Sim, apesar das minhas atrapalhadas eu era muito feliz pois olhava a vida como um conto de fadas.

PARITARIO: - Era feliz, vivendo à margem da realidade?
GIULIA - Sim, pois quando não estava brincando ou estudando, estava lendo fábulas, escrevendo; escrevi meu primeiro livro ainda não tinha quinze anos.

PARITARIO - E sua família, o que dizia?
GIULIA - Que eu vivia com os pés na lua.

PARITARIO - Com o passar dos anos você cresceu e estava cada vez mais linda e inocente, pois passou das fábulas aos romances "água com açúcar"...
GIULIA - Sim, mas era outra realidade, outros tempos. Como um encantamento apareceram inovações fantásticas, como a maneira virtual para se comunicar.

PARITARIO - Como encarou estas inovações?
GIULIA - Nunca quis correr etapas. Meu sonho era ter dois filhos.

PARITARIO - E como os conseguiu?
GIULIA - Ele era colega de minha prima em uma outra universidade..

PARITARIO - E como acabaram se casando?
GIULIA - Por insistência da minha prima. Tinha tanta vontade de ter filhos que fui passando por cima de todos os seus defeitos, pensando que, depois de casada, as coisas melhorariam pois ele era um alcoólatra e, quando estava embriagado não era ele, era o diabo.

PARITARIO - Vocês viviam bem?
GIULIA - Quando não estava embriagado era um ser, aparentemente normal. A sociedade o achava uma dama......

PARITARIO - O que aconteceu?
GIULIA - Ele sempre exagerava nas bebidas (mais e mais), fez com que eu perdesse um emprego muito bem remunerado (estava sempre de mau humor, quando estava alcoolizado...

PARITARIO - E você?
GIULIA - Eu dividia meu tempo na rotina diária, em escrever, escutando música; eu sempre tinha mais inspiração mergulhada na musica. Levei quatro anos para me engravidar pois o emocional travava a realidade, sem contar que o alcoolismo dele atrapalhava muito..

PARITARIO - Conseguiu seus filhos a duras penas.
GIULIA - Sim. Ele foi acabando com tudo que eu possuía em bancos, foi abalando minha autoestima, até que eu, com medo dele, comecei a me esconder nos calmantes e soníferos.

PARITARIO - O que aconteceu?
GIULIA - Fui deixando de ser eu mesma e passei a ser uma sombra de mim. Desta maneira nem sentia seus bofetões e chutes

PARITÁRIO - Seus lindos filhos chegaram, depois de muitos tratamentos para os conseguir... E depois?
GIULIA - Sim, eu os consegui a duras penas pois foram duas gravidez passadas em cima da cama, para não os perder. Foram duas gravidez de auto risco.

PARITARIO - Sua vida melhorou? Seus filhos fizeram dele um homem menos amargo e egoísta e agressivo?
GIULIA - Não me faça rir de tristeza. A partir daí nós três passamos a ser seus alvos preferidos. Minha irmã veio morar comigo mas ele não a respeitava como ser humano. Sentia-me um pouco mais protegida com a presença dela..

PARITARIO - Sem contar com a vez que ele a jogou na porta de uma clínica de repouso, deixando-a sozinha e jogada ao chão, o que mais recorda de agressividade?
GIULIA - Recordo de uma vez em que ele já havia bebido umas dez garrafas de cerveja. Passou para o whisky. Peguei a metade da garrafa que ainda existia e joguei na pia da cozinha. Ele me deu uma bofetada e um chute na perna esquerda; por pouco não ferindo minha filha de um ano, que estava nos meus braços.

PARITARIO - E,depois, o que aconteceu?
GIULIA - Nosso relacionamento foi ficando insuportável. Comprei um colchão e dormi no quarto das crianças seis meses; só, então, ele deu pela minha falta na cama. Mas o que poderia ser "a nossa cama" era um recanto de tortura.

PARITARIO - Ele os abandonou?
GIULIA - Sim, sem nenhuma maneira de sobrevivência pois tudo que eu tinha ele colocou fora.

PARITARIO - O que fez?
GIULIA - Primeiramente fiquei com ódio de todos os homens do mundo. Saí de Belo Horizonte, Criei meus filhos com amor justiça, amor, honestidade e fiz deles duas pessoas do bem. que serão grandes pessoas daqui há pouco tempo.

PARITARIO - E as suas obras?
GIULIA - Nossa! É muita coisa. Conheci muitas pessoas cultas, do mundo das letras e da música na Itália e na América do Sul. Há vinte e seis anos que um homem não me toca mais e, se isto acontecer, será por amor e confiança (pois a minha está perdida ha muitos anos) ,

PARITARIO - E como você se sente?
GIULIA - Estou em paz comigo mesma, por ter cumprido com meu dever de mãe e mulher, mas, ainda, tenho medo e raiva dos homens. Agora me dedico com maior prioridade a causa das mulheres violentadas, as que sofrem de violência doméstica ou que são importunadas pelos feminicidas (as que conseguem se salvar). Sinto estar cumprindo com meu dever e solidariedade.

PARITARIO - O  mais, que lhe falta?
GIULIA - Mais pessoas aderindo ao movimento Paritario; cooperando mais, escrevendo, deixando sua história digitada aqui, para que consigamos à "igualdade" e um mundo melhor para todos.



POSTADO POR PARITÁRIO
JUSSARA SARTORI


ANGELO LUCENTE




FINO QUANDO SARÀ LA FORZA DELLE DONNE...


Ho sempre sognato di fare un'intervista come questa. Sono triste e felice allo stesso tempo, in cui una donna vera, ha avuto abbastanza coraggio di aprire a me, come se quel peso che porta alla schiena incasinato si passa .... trovare la felicità e l'amore vero, l'ultima cosa che empedia. Oggi, entrevist alla Giulia Giuliani, che ha una storia esattamente come la mia.


 PARITÀ- Giulia, come lo era la vostra infanzia?GIULIA :. Meraviglioso. Ho avuto nonni, zii e anche i genitori, che mi vogliono bene. Era difífícil trasformarsi in molti Giulias per soddisfare un'intera famiglia di docile italiano, il sangue caldo.


PARITÀ- Hai vissuto come una principessa e tutti gli zii combattuto, per essere il primo nipote e nipote?

 GIULIA - È vero, ma non per questo voglio destratava. Non avevo come, tutti mi requisite come se fossi la loro esclusività.


PARITÀ - ricorda di qualche momento triste o comica nella tua infanzia?

 GIULIA - Si. Una volta, la mia terza zia, in programma genealógico.me fammi giocare con il fuoco in una fornace di mia nonna (avevo solo cinque). Lei mi ha dato farina di mais e riso, per giocare ...


PARITÀ- Che cosa è successo questo scherzo?
 
 GIULIA - ho fatto un papa con quella vittoria e ha voluto dare a tutti i residenti di quella immensa esperienza cortile.


PARITÀ - E hai preso? 

GIULIA - Si .. Mamma zampa trascorso con tutta la sua campana nidiata, Tnha venti anatroccoli, tutto splendidamente, amarelinhos. Stavo prendendo una una di quelle belle anatroccoli, che li rende il disegno di legge, e mettendo a quella di ebollizione Papa dentro. Non mi rendevo conto che erano morti fino a quando mia zia è venuto e mi ha detto: - Giulia, che ha fatto con gli anatroccoli? Sono tutti morti ....


PARITÀ - Nonostante le molte confusioni e la sua grande innocenza, ha continuato ad avere un'infanzia felice e l'adolescenza ...

.GIULIA- Sì, nonostante la mia confusa ero molto felice perché ha guardato la vita come una favola.


PARITÀ- Era felice, vivono ai margini della realtà?

GIULIA  Sì, perché quando non giocava o studiando, leggeva favole, la scrittura; Ho scritto il mio primo libro non aveva ancora quindici anni.


PARITÀ- E la tua famiglia, che cosa hai detto?

 GIULIA - che ho vissuto con il piede sulla luna.


PARITÀ - Nel corso degli anni si cresceva e diventava sempre più bella e innocente, dopo aver trascorso le favole del romanzo "acqua zuccherata" ...

 GIULIA - Sì, ma era un'altra realtà, altre volte. Come un incantesimo apparso innovazioni fantastici come modo virtuale per comunicare.


PARITÀ- Come affrontare queste innovazioni?

 GIULIA - non ha mai voluto eseguire passaggi. Il mio sogno era di avere due figli.


PARITÀ - E come potrebbe? 

GIULIA - E 'stato il mio collega cugino in un'altra università ..


PARITÀ - Come si sono sposati? 

GIULIA - Su insistenza di mia cugina. Avevo tanta voglia di avere figli che stavo su tutti i suoi difetti, pensando che, dopo il matrimonio, avrebbe migliorato le cose perché era un alcolizzato ed era ubriaco quando non lo era, era il diavolo.


PARITÀ - Lei ha vissuto bene? 

GIULIA - Quando non è embriagedo era un essere con apararentemente media. La società pensava una signora ......


PARITÀ - Che cosa è successo? 

GIULIA - Ha sempre esagerato nelle bevande (più e più volte), che mi ha fatto perdere un lavoro molto ben pagato (era sempre di cattivo umore quando ero ubriaco ...


PARITÀ - E tu? 

GIULIA - ho diviso il mio tempo nella routine quotidiana, la scrittura, l'ascolto di musica; Ho sempre avuto più ispirazione immersa nella musica. Mi ci sono voluti quattro anni per rimanere incinta perché stavo combattendo la realtà emotiva, per non parlare di suo alcolismo ostacolato il tanto ..


PARITÀ - Hai i tuoi figli con grande difficoltà?

 GIULIA - Si. E 'stato spazzando via tutto quello che avevo in banca, è stato minando la mia autostima, fino a che, con la sua paura, ho cominciato a nascondersi in calmante e sonniferi.


PARITA- Che cosa è successo?GIULIA - I cessava di essere me stesso e sono diventato l'ombra di me. Quindi né sentiva i suoi schiaffi e calci



PARITÀ - I suoi bellissimi bambini sono arrivati, dopo tanti trattamenti per ottenere ... E poi?

 GIULIA - Si ', ho avuto loro nel modo più duro come lo sono stati gli ultimi due gravidanza sul letto, non perdere loro. C'erano due gravidanza autorrisco.


PARITÀ - La sua vita è migliorata? I suoi figli di lui un uomo meno amaro ed egoista e aggressivo fatto?

 GIULIA - Non farmi ridere con tristezza. Da lì i tre di noi passassamos ad essere suoi bersagli preferiti. Mia sorella è venuta a vivere con me, ma lui non ha rispettato come essere umano. Mi sentivo un po 'più sicuro con la sua presenza ..


PARITÀ - Senza contare il tempo che spalancò la porta di una casa di cura, lasciando sola e gettato a terra la sua, che la maggior parte dei richiami di aggressione? 

GIULIA - Ricordo che una volta aveva bevuto una dozzina di bottiglie di birra. Paasou per il whisky. Ho preso la metà della bottiglia che esisteva ancora e gettò nel lavandino della cucina. Lui mi ha dato uno schiaffo e un calcio alla gamba sinistra; quasi non ferire la mia figlia di un anno, sono stato tra le mie braccia.


PARITÀ- E poi cosa è successo?

 GIULIA - Il nostro rapporto stava diventando insopportabile. Ho comprato un materasso e ho dormito in vivaio a sei mesi; solo allora ha dato per la mia mancanza a letto. Ma quello che potrebbe essere "il nostro letto" era un paradiso di tortura.


PARITÀ - Egli li ha abbandonati?

GIULIA - Sì, senza via di sopravvivenza per tutto quello che avevo messo fuori.


PARITÀ- Che cosa hai fatto?

 GIULIA - Prima ero con l'odio di tutti gli uomini del mondo. Ho lasciato Belo Horizonte, ho alzato i miei figli ad amare la giustizia, l'amore, l'onestà e li ha fatti due di buono. di essere grandi persone qui di recente.

PARITÀ - e le loro opere?

 GIULIA - Wow! È troppo. Ho incontrato molte persone istruite, il mondo delle lettere e della musica in Italia e in Sud America. Ventisei anni un uomo non mi tocca più e se questo accade, sarà l'amore e la fiducia (perché la mia è perduto ha molti anni),

PARITÀ - E come ti senti?

 GIULIA - Sono in pace con me stesso per aver compiuto il mio dovere di madre e moglie, ma hanno anche paura e la rabbia degli uomini. Ora mi dedico alla causa della priorità violentata donne superiori, che soffrono di violenza domestica o che sono perseguitati da feminicidas (quelli in grado di salvare). Sento che sto facendo il mio dovere e della solidarietà.


PARITÀ- Il massimo che ti manca?

 GIULIA - Sempre più persone che aderiscono al movimento Paritario; cooperare di più, la scrittura, lasciando la loro storia è entrato qui, in modo da ottenere la "uguaglianza" e un mondo migliore per tutti.


INTERVISTA DI PARITARI PER:
JUSSARA SARTORI