domingo, 16 de dezembro de 2012

"POEMA"

Quem lhe ofende,
quem lhe confunde, que lhe usa e depois lhe vende.
O que você fará,
se os que restaram dificilmente vão lhe respeitar.
Animais,
só carne, pequenos espíritos sem asas.
Se lhe amam
têm que manter o controle
a medida e sentimentos.
Mas uma rosa,
tubarões que não mordem mas a conquistam.
Pessoas inteligentes,
com a linha da vida já incriminada.
Voz rouca,
visão aguçada e um cheiro que não convida,
nem precisa
pois você sabe que vai se beneficiar,
eles sabem o que fazer;
estão morrendo as fábulas,
estão soprando as nuvens,
o ódio, porém, não pode fazer desistir
apontando o dedo fora nome e sobrenome,
a verdade.
Que será mais que se apalpa na alma
que se insinua assim,
que dirige a música,
enquanto você está lá e não sabe se defender,
desarmar o seu olhar limpo. Creia em mim!
Tocando o fundo
com pensamentos que não mais são desse mundo.
Quem é
com esses sinais, nunca vai esquecer,
e aqueles que dão
não fará mais retornar,
já que tem um pé no inferno.
Se aquela história se unisse,
se esses horrores bastassem
para quem tem tanta vontade de matar.
Se você me deixar entrar de novo
naqueles seus segredos,
talvez possa imaginar outras fábulas
e possa reorganizar as nuvens.
 Se só reencontrar
a coragem de viver;
se naquela raiva que traz por dentro,
é o desejo de voltar,
se naquele sorriso mesclado de lágrimas
se ainda pudesse manter os olhos abertos
criminosos,
pouco caminho, histórias ruins, destinos iguais
não voltará.
Corra em direção àquela luz,
se houver fé, aquela paz virá.

De: CLAUDIO DONATI
Tradução: JUSSARA SARTORI

sábado, 15 de dezembro de 2012

DIA SOBRE A VIOLÊNCIA SOFRIDA PELAS MULHERES (TRADUÇÃO)


"QUE O DIA 25 DE NOVEMBRO NÃO CONTINUE A SER OBSTÁCULO"

Um número impressionante de mulheres mortas na Itália só em 2012. Uma situação onde a mulher não está protegida pela lei e das estruturas que deveriam fazê-lo. Uma posição chocante sobre ética social, o perfil psicológico humano, tornando-se uma situação de emergência social real. Uma violência que expõe a imaturidade cultural do homem-macho que não consegue lidar com uma mudança que ocorreu e que não coincide com o seu autoritarismo e que divaga em um demônio disforme. Uma sociedade humana que não é capaz de valorizar a mulher "como pessoa", acima de tudo, mas escondida em uma espécie de limbo, de inferioridade que não pode e nunca vai ser uma sociedade civil. Uma sociedade humana que a legislação não permite uma aplicação real dos Direitos Humanos a ambas entidades humanitárias que não podem ser definidas como sociedade civil. Pode ser uma aglomeração humana mas, com certeza, não estão estruturadas de uma forma civil. Nesse ponto precisamos de uma formação política, institucional e intelectual, uma verdade real, um posicionamento verdadeiro, para ir além das palavras, além de um contínuo disse-me-disse como fachada, e poder aplicar tudo o que for preciso para proteger as mulheres contra essa involução psíquica do homem-macho; o qual está se mostrando um assustador vácuo cultural que tem de primitivo uma diferença de cultura onde a razão está completamente ausente. Violência e homicídio não é só um crime e um grave sintoma psicológico sério mas uma real forma grave de instinto primitivo o que separa o indivíduo da mesma razão do momento em que não é capaz de lidar com uma mudança na lei onde o relacionamento a dois não é mais um equilíbrio. Requer uma consideração de profundidade: - Porque na sociedade italiana a mulher é considerada igual aos homens mas, muitas vezes, se tudo vai bem, é uma pessoa de segunda classe? Porque não estamos preparados para uma evolução cultural séria? Estamos preparados para isso? Eu acredito que a arte e a cultura não são apenas responsáveis, mas também tem o dever de empenhar-se seriamente em todos os módulos de transposição na evolução que a ciência cultural é útil para entender que a violência nunca será uma solução e que o respeito pela pessoa vem em primeiro lugar e de todo o resto.
Texto: ROBERTO ROSSI
Pintor e poeta
Tradução: JUSSARA SARTORI
Publicado originalmente em italiano em 10 de dezembro de 2012.

E VOCÊ MULHER POUCO FOI COMPREENDIDA


Traz com você
desde que nasceu.
Sem ele
não existe.
Cresce com você.
Você pode odiar.
Você pode amar.
Pode ser seu amigo... pode ser o inumigo.
Transforma-se... muda.
Você pode modelá-lo
conversando.
Em liberdade o descobrimos.
Às vezes
você tem que velar,
mesmo que  não queira.
Punções terríveis, loucas...
caso contrário.
Você o ama.
Os manifestos
tornam-se iscas.
Tornam-se presas.
Alimenta-o.
Às vezes... também,
às vezes... um pouco.
Segue-o onde ele vai.
Pode ser desejado,
amado, mimado, possuído,
agredido, quebrado.Mas você
sabe que... sem
amor... torna-se um objeto,
torna-se ódio,
torna-se a violência.
Às vezes
torna-se... a morte.
Você mulher,
isso você sabe.
A história é escrita em seu corpo.
É poesia, arte,, beleza e ternura,
respeito... que nunca,
em você, mulher,
pouco foi compreendido
sobre o seu corpo.

Poema de ROBERTO ROSSI
Pintor e poeta
Tradução de: JUSSARA SARTORI
Publicado originalmente em italiano em 10 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

QUANDO DIO SEPARÒ EVA DA ADAMO

Today we received in our web page in Facebook a little message from the Italian writer Claudio Donati. He speaks about women raped by men and that the society is guilty because nobody do anything to change  this reality. Check it out right below to know more about what he wrote. The title in English is "When God made Eve from Adam". If you language is not Italian please use the Google translate in the left of this webpage. Soon we will post in Portuguese. If you want to stay update with the news about Paritario or even keep supporting this cause please like our Facebook page on https://www.facebook.com/paritario.

Donne violate, anime stuprate, singhiozzi che si perdono in dimenticate periferie della vita, dove l’umanità si è arresa alla selvaggia sopravvivenza.
Quando la paura annulla ogni umano raziocinare non si distinguono più i limiti che ci separano dal mondo animale, si va oltre ogni aspettativa, tanto da rimanere spesso stupiti di fronte a quanta bassa e meschina possa essere la reazione dell’uomo. Paura…paura di chi, di cosa? La donna ha sempre fatto paura…fa paura l’immenso universo che si porta dentro, la profondità di ogni suo sentimento, il suo immenso coraggio nell’amare, l’inesplorato mistero della femminilità che riesce a travolgere ogni cosa ma anche a cullare dolcemente.
La donna ha sempre agitato le certezze degli uomini, e non perché questo fosse un suo preciso scopo, bensì, molto più semplicemente, perché quelle certezze erano in realtà fragili paraventi per nascondere paure e rimorsi inconfessabili.
Ha fatto paura quando, detronizzata della sua valenza spirituale, si è cercato di metterla in secondo piano durante la pianificazione dei culti solari…ha fatto paura agli inquisitori, a coloro che non riuscivano e non riescano ad ammettere di sentirsi inutili senza di lei.
Oggi rimane la demagogia, i discorsi preconfezionati per conferenze, dibattiti, trasmissioni televisive, e continua a mancare la sostanza delle cose, ovvero il coraggio di ammettere che non esiste soltanto una crisi economica e occupazionale, esiste anche, e da molto tempo, una profonda e sempre più estesa crisi di umanità.
Considerare gli altri un oggetto, accanirsi quasi a punirli perché non possono darti ciò che vuoi, pensare che siano responsabili di ogni tuo male, significa non avere più nessun barlume di coerenza.
Nessun abitante del regno animale va in giro violentando l’altro sesso ogni volta che le voglie sessuali lo assalgono, allo stesso modo, raramente, gli animali si uccidono tra loro per contrasti, quasi sempre ogni confronto finisce con l’abbandono della partita da parte di uno dei due contendenti.
Solo l’uomo uccide per paura accanendosi allo stesso tempo sulla sua vittima, solo l’uomo stupra una donna punendola perché, malgrado il suo istinto sessuale si sia appagato, non riesce a placare anche il suo spirito.
Quando Dio separò Eva da Adamo non lo fece perché fossero nemici, oppure perché venisse braccata eternamente come una preda; li separò perché si cercassero per l’eternità e ad ogni incontro divenissero nuovamente una sola cosa. 



CLAUDIO DONATI

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

GIORNATA CONTRO LA VIOLENZA ALLE DONNE CHE IL 25 NOVEMBRE NON RIMANGA ISOLATO



Un numero imponente di donne uccise in Italia , solo nel 2012. Una situazione dove la donna stessa non è tutelata dalla legge e dalle strutture che dovrebbero farlo. Una situazione scioccante sul profilo umano, psicologico, sociale, etico, diventando una vera emergenza sociale. Una violenza che smaschera l'immaturità culturale dell'uomo-maschio, non in grado di gestire un cambiamento che si è verificato e che non coincide col suo "autoritarismo" e, che sconfina in un "deforme demone mentale". Una società umana non in grado di valorizzare la donna, come Persona, prima di tutto, ma confinandola in una sorta di "limbo d'inferiorità", non può e non potrà mai, definirsi una società civile. Una società umana che nella sua legislazione non consente una vera applicazione dei Dritti Umani a tutte e due le "entità umane", non può definirsi, società civile. Può essere un agglomerato umano, ma di sicuro non strutturato da forma civile. A questo punto, urge a livello politico, istituzionale, etico e di formazione intellettuale, una vera, reale, presa di posizione per andare oltre le parole, oltre un continuo bla, bla, bla, di facciata, ed applicare dal vero, tutto ciò che serve per difendere la donna da questa involuzione psichica da parte dell'uomo-maschio. Il  quale, sta dimostrando uno spaventoso vuoto culturale che ha del "primitivo". Un vuoto di Cultura, dove la Ragione è completa mente assente. La violenza e l'omicidio sono, non solo un delitto e un grave sintomo psichico ma, una reale, grave forma di "istintività primitiva", che allontana l'individuo dalla Ragione stessa, dal momento che non è in grado di affrontare un cambiamento in atto dove il rapporto a due non è più in equilibrio. Necessita una considerazione di fondo: perché nella società italiana, la donna non è considerata una Persona alla pari all' uomo, ma spesso, se va bene, una persona di serie B? Perché, non si interviene seriamente a sua difesa, avendo diritto, tanto quanto l'uomo, all' applicazione dei Diritti Umani ? Perché, non siamo pronti ad una seria evoluzione culturale ? Siamo pronti a questo ? Io credo che l'Arte e la Cultura, abbiano non solo il compito, ma anche il dovere, di impegnarsi seriamente, in tutti i modi, nel diffondere quell'evoluzione culturale utile a far capire che la violenza non sarà mai una soluzione e che il Rispetto della Persona, viene prima di tutto il resto.

Testo di ROBERTO ROSSI
                 pittore e poeta 

                                                                            

E  DI  TE  DONNA   POCO  È  STATO  CAPITO


Lo porti con te
da quando sei nata.
Senza di esso
non esisti.
Cresce con te.
Lo puoi odiare.
Lo puoi amare.
Può esserti amico...può essere nemico.
Si trasforma...cambia.
Lo puoi modellare.
Lo puoi guastare.
Lo copri.
In libertà lo scopri.
A volte
lo devi velare
anche se non vuoi.
Terribili folli punizioni...altrimenti.
Lo ami.
Lo manifesti.
Diventi esca.
Diventi preda.
Lo nutri
a volte troppo,
a volte...poco.
Con esso
vai dove vuoi.
Può essere desiderato
amato, coccolato, posseduto,
martoriato, rotto.
Ma tu
sai...senza
l'Amore...diventa oggetto,
diventa odio,
diventa violenza.
A volte
diventa... morte.
Tu donna
questo lo sai.
La Storia è scritta sul tuo corpo.
Corpo.
Il tuo Corpo.
È poesia, è arte, tenerezza, bellezza, rispetto... mai cosa.
E di te Donna,
poco è stato capito
oltre il tuo corpo.



Poesia di ROBERTO ROSSI
Pittore e poeta ROBERTO ROSSI