segunda-feira, 15 de outubro de 2012
DIREITOS DA MULHER
Há muito tempo venho lendo, pesquisando, sobre o povo (principalmente às mulheres) da Ásia Meridional, onde ficam o Irã, a China, a Índia, o Afeganistão e o Paquistão, onde ocorreu um cruel ataque a uma adolescente de 14 anos.
A garota paquistanesa, Malala Yousafzai foi "baleada na cabeça pelo TALIBÃ"; um grupo revolucionário constituído por homens da pior espécie.
Esse grupo psicopático têm causado problemas e terror em muitos países... Mas ter coragem de atirar na cabeça de uma menina linda, inteligente, cujo "crime", ao modo de ver do "GRT", é querer estudar tranquila e se tornar médica... Isso está fora de cogitação, fora do meu modo de pensar pois Deus nos dá a vida e só ELE pode tirá-la.
Lá as mulheres não têm direitos, principalmente o "direito de estudar", de viver livre, de ser feliz , pois têm correntes para prendê-las, detê-las...
Na Ásia Meridional esses paizinhos são uma verdadeira aberração à sociedade mundial pois a raiz de toda cultura se inicia com a alfabetização; e lá, a cartilha dos homens é uma arma de fogo ou uma arma branca.
É inadmissível uma mulher não poder usar seus direitos de ser humano, de cidadã do mundo, por causa de homens hediondos, sem escrúpulos.
Estamos no século XXI, onde as invenções quase já superaram os homens e, em um minúsculo país como o Paquistão, esses facínoras depredaram dezenas de escolas, para impedir às mulheres de se alfabetizar de ter uma cultura mais requintada, mais humana, mais verdadeira, mais positiva...
Malala, a menininha guerreira, luta pelo seu direito de estudar desde os nove anos (isso é perseverança de uma jovem mulher que quer se graduar para uma profissão que pode salvar milhares de vidas, principalmente naquele lugar deprimente, onde "a mulher não tem direitos".
O que pensa a cabeça desses homens que têm coragem de atirar na cabeça de uma adolescente que luta para ser alguém? Não deve pensar nada; são apenas corpos com algo em cima do pescoço, que dão o nome de cérebro... Mas eles nasceram sem massa encefálica. Homens assim não conhecem os doze direitos da mulher, segundo às Organizações das Nações Unidas, que são:
- Direito à vida.
- Direito à liberdade e à segurança pessoal.
- Direito à igualdade e à estar livre de todas as formas de discriminação.
- Direito à liberdade de pensamento.
- Direito à informação e a educação
- Direito à privacidade.
- Direito à saúde e à proteção desta.
- Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família.
- Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
- Direito aos benefícios do progresso científico
- Direito à liberdade de reunião e participação política
- Direito a não ser submetida a torturas e maltrato.
Segundo os médicos, que já retiraram a bala da cabeça de Malala, ela precisará fazer um tratamento longo (por isso foi transferida hoje para o Reino Unido) e o rítmo de recuperação nos próximos dias será crucial para determinar suas chances de sobrevivência e de possíveis sequelas.
O ataque ocorreu na terça-feira da semana passada, quando a adolescente estava voltando da escola para a casa, na cidade de Mingora, na província de Swart. Dois homens armados abordaram a van escolar que transportava Malala e outras meninas, cerca de dez crianças, em uma congestionada avenida da cidade. Um deles entrou no veículo escolar e perguntou quem era a garota dessa história triste. Ao receber a resposta, ele disparou três tiros, acertando a menina na cabeça e ferindo outras duas adolescentes.
O caso teve grande repercussão nacional e internacional. Na sexta-feira passada, diversos serviços religiosos foram realizados em todo o Paquistão em homenagem à Malala.
A menina se tornou conhecida no ano de 2009, quando tinha 12 anos e assinava o blog Diário de uma Estudante Paquistanesa, na BBC Urdu, site da BBC para o Paquistão. Naquele tempo ela comentava os impactos na comunidade de medidas do TALIBÃ que, naquele ano, havia fechado mais de 150 escolas para garotas, e explodindo outras cinco no vale de Swat.
Eu me pergunto, entre preocupada e estarrecida pois, acontecimentos com meninas muito novas, cheias de vida, cheias de projetos humanitários seja, rigorosamente eliminadas, como uma experiência inédita que saiu errada ou mesmo uma queima de arquivo,
Coloco-me no lugar da pessoa acidentada e sinto doer em mim tanto horror... O que não passou naquela cabecinha nunca saberemos... Se o seu inconsciente terá força para lutar, para voltar para o mundo real e, ainda assim, será muito triste porque tanto ela como sua família jamais serão os mesmos. É provável que Malala tenha que viver sob proteção policial ou seja forçada a buscar asilo político no exterior.
Isso me dá uma força enorme para lutar sempre pelo "Direito da Mulher"; pelo direito que nós temos de igualdade, dignidade, humanidade e justiça que não existe na "Lei dos Homens".
JUSSARA SARTORI
DIRITTI DELLE DONNE (Traduzione)
Per molto tempo ho letto, una ricerca, sulle persone (soprattutto donne) in Sud del Asia, Iran, Cina, India, Afghanistan e Pakistan, trovando riportato un feroce attacco ad una giovane donna di 14 anni.
Una ragazza pakistana, Malala Yousafzai è stata "colpita alla testa dai "TALEBANI", praticamentele hanno sparato. Si tratta di un gruppo composto da uomini terroristi, ma sopratutto integralisti che usano la religione in modo distorto facendola diventare un potere assoluto.
Questo gruppo terroristico psicopatico, hanno causato problemi in molti paesi ... Ma avere il coraggio di sparare alla testa di una ragazza bella, intelligente, il cui "crimine", secondo il "GRT", è studiare con il desiderio di diventare un medico... Questo è fuori dalla ragione umana, fuori dalla mia mente, perché Dio ci dà la vita e solo LUI può prendere.
Le donne devono avere i loro diritti, in particolare il diritto "allo studio", per poter vivere libere, di essere felici, e non avere le catene imposte impedendo ad esse di pensare al futuro.
In Asia Meridional,e questi terroristi, sono un vero e proprio incubo per la società mondiale, mentre la radice di tutta la cultura comincia con l'alfabetizzazione, mentre gli uomini del libretto sono un'arma da fuoco o un'arma bianca.
È inamissibile che una donna non possa essere in grado di esercitare i propri diritti, in quanto essere umano e cittadino del mondo, a causa di uomini orribili senza scrupoli.
Siamo nel XXI secolo, in cui le invenzioni, sono quasi più numerose degli uomini, e in un piccolo paese come il Pakistan, questi terroristi hanno distrutto decine di scuole, per impedire alle donne di istruirsi con la cultura letteraria ad avere più istruzione, più conoscenza, e più autostima.
Malala, una "guerriera" bambina, lottava per il proprio diritto allo studio da nove anni (che è la perseveranza di una giovane donna che vuole laurearsi e diventare un medico, per poter un giorno salvare migliaia di vite umane, in particolare in quel luogo deprimente in cui "le donne non hanno diritti ".
Cosa ne pensi di questi uomini che hanno il coraggio di sparare alla testa di un adolescente che lotta per essere qualcuno? Non si deve pensare a niente, sono solo corpi con qualcosa al di sopra del collo, dando il nome del cervello ... Ma sono nati senza una massa cerebrale. Sono uomini che non conoscono i diritti delle donne, secondo l' Organizzazione delle Nazioni Unite. I dodici punti sono:
- Diritto alla vita.
- Diritto alla libertà ed alla sicurezza della propria persona.
- Diritto di uguaglianza e la libertà da tutte le forme di discriminazione.
- Diritto alla libertà di pensiero.
- Diritto di informazione e di educazione
- Diritto alla privazione.
- Diritto alla salute e alla protezione.
- Diritto di costruire relazione coniugale e la pianificazione familiare.
- Diritto di decidere se o non avere figli e quando averli.
- Diritto ai benefici del progresso scientifico
- Diritto alla libertà di riunione e di partecipazione politica
- Diritto di non essere sottoposto a tortura e maltrattamenti.
Secondo i medici, che hanno rimosso il proiettile dalla testa di Malala, sarà necessario effettuare un trattamento a lungo (per cui è stato trasferito oggi nel Regno Unito) e il ritmo della ripresa nei prossimi giorni sarà cruciale per determinare la possibilità di sopravvivenza e i sequel possibili .
L'attacco ha avuto luogo il Martedì della scorsa settimana, quando l'adolescente stava tornando a casa da scuola nella città di Mingora, in provincia di Swart. Due uomini armati si avvicinarono col furgone trasportava alla scuola, dove Malala e altre ragazze, una decina di bambini studiano, in una zona affollata della città. Il veicolo è fermato vicino alla scuola e uno di loro ha chiesto della ragazza. Dopo aver ricevuto la risposta, ha sparato tre colpi, colpendo la ragazza alla testa e ferendo due adolescenti.
L'evento ha avuto una grande impressione a livello nazionale e internazionale. Venerdì scorso, una serie di servizi religiosi si sono svolte in tutto il Pakistan per onorare la Malala.
Traduzione: ROBERTO ROSSI
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
OS NEANDERTAIS NÃO DEIXARAM DE EXISTIR...
Os homens são machistas, possessivos e indígnos das mulheres; aqui no Brasil, desde a época do Coronelismo, em que elas não tinham direito a nada: - Não tinham direito de amar a quem seu coração escolhesse...
Seus pais é que escolhiam seus maridos (geralmente filhos de coronéis e que pagavam a eles pela moça que estavam levando) Elas eram uma aquisição, um produto de comercialização!
O pior de tudo é que tinham que chamar o esposo de "meu senhor", "sim senhor", pedir ordem até para ir à igreja ou em qualquer outro lugar.
Ao invés de fazer amor, eles diziam: - "Deite-se, levante a saia, que "eu vou lhe usar"... Usar? Que horror! Que menosprezo ao sexo frágil!
E, se não concordassem, apanhavam, tinham seu corpo surrado, covardemente, até sangrarem muito, desmaiar...
É inconcebível que uma mulher, um ser tão doce, quase um anjo, tão frágil, ser usada como um eletrodoméstico, um pano de limpar chão, um ser abominável.
Hoje, em pleno século XXI, ainda existe essa desumanidade, essa falta de civilização.
As únicas mulheres, que são usadas são as prostitutas, que são pagas por viverem desse triste ofício humilhante, que denigre toda uma geração.
Mas elas não existiriam se tivessem lhe permitido uma vida decente, estruturada, harmoniosa... Se tivessem tido um lar, amor, educação social, educação pedagógica, o amor de um pai, o carinho e uma boa estrutura da mãe, que têm um casamento perfeito, com amor... Suas filhas não se perderiam na vida, não sofreriam humilhações, maus tratos e, muitas vezes, até logradas e vendidas para países estranhos, enganadas por homens hediondos que vivem do tráfico de mulheres.
São os próprios pais os culpados de suas filhas se debandarem de casa para vender seu próprio corpo (para poder comprar um pão para comer), não ter dignidade e ser a escória da sociedade.
Gostaria de poder estar em cada cantinho do mundo, formar ONGS de amparo a todas às mulheres desamparadas, com seus medos, sem vontade de lutar, por vergonha, por medo de serem julgadas....
Se todos os pares (namorados, casados ou mesmo amaziados) vivessem juntos, com amor, não haveria mulheres submissas, mulheres que se vendem para sobreviver, nem esposas que vivem sendo torturadas, ameaçadas... Até a morte.
Mas tenho fé da conscientização de todos pois, se as pessoas focarem seu pensamento nesse assunto, formar-se-á uma corrente e, com certeza, haverá uma solução dígna para todas que sofrem,de alguma forma.
JUSSARA SARTORI
Neanderthal NON PERMETTERE DI ESISTEREGli
uomini sono donne macho, possessivo e indegno, qui in Brasile, in
quanto il tempo di Coronelismo, in cui non avevano diritto a nulla: -
Non avevano diritto di amare che il vostro cuore ha scelto ...I
suoi genitori è che hanno scelto i loro mariti (di solito figli di
colonnelli che hanno pagato loro e la ragazza che stavano assumendo)
Erano acquisizione, marketing di prodotto!La
cosa peggiore è che hanno dovuto chiamare il marito di "signore", "sì
signore", chiedere l'ordine di andare in chiesa o in qualsiasi altro
luogo.Invece
di fare l'amore, hanno detto: - "Lie indietro, sollevare la gonna, io"
lo uso "... usa lui e che orrore che ignorano il sesso debole!E se non siete d'accordo, picchiato, aveva il suo corpo martoriato, vile, fino a farle sanguinare molto, debole ...E
'inconcepibile che una donna, un essere così dolce, quasi un angelo,
così fragile, essere utilizzato come un apparecchio, un panno per pulire
il pavimento, un essere ripugnante.Oggi, nel XXI secolo, c'è ancora questa disumanità, questa mancanza di civiltà.Le
uniche donne che sono le prostitute vengono utilizzati, che sono pagati
per vivere questa lettera triste umiliante che denigra un'intera
generazione.Ma non esisterebbe se lo avessero consentito una vita dignitosa, strutturato, armonico ... Se
avessero una casa, l'amore, l'istruzione, sociale, l'istruzione
pedagogica, l'amore di un genitore, affetto e una buona struttura della
madre, che hanno un matrimonio perfetto, con amore ... Le
sue figlie non hanno perso la vita, non subiscono umiliazioni,
maltrattamenti e spesso preso in trappola e venduti a paesi stranieri,
ingannati dagli uomini che vivono la tratta di donne atroce.Sono
i genitori ad incolpare se stessi per le loro figlie sciogliere casa
per vendere il proprio corpo (per comprare una pagnotta di pane da
mangiare), hanno una dignità e non essere la feccia della società.Vorrei
poter essere in ogni angolo del mondo, sotto forma di ONG rifugio a
tutte le donne senza fissa dimora con le loro paure, poco disposti a
combattere, per vergogna, per paura di essere giudicati ....Se
tutte le coppie (datazione, sposati o addirittura amaziados) vissuto
insieme con l'amore, non ci sarebbero donne sottomesse, le donne che si
vendono per sopravvivere o mogli che vivono di essere torturato,
minacciato ... Per la morte.Ma
ho la consapevolezza fede di tutti, perché se le persone si concentrano
il loro pensiero su questo tema, si formerà una catena e sicuramente ci
sarà una soluzione decente per tutti coloro che soffrono in qualche
modo.
JUSSARA SARTORI
JUSSARA SARTORI
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
COMO ENFRENTAR O BICHO-HOMEM?
Algum dia me deparei com um sentimento chamado horror.
Para quem tinha vivido uma infância de princesa, de muito amor e
harmonia, fiquei sem ação, sem ter como agir pois, quem passou a
adolescência sonhando com príncipes encantados, deparou com um demônio
habitando o mesmo teto que eu.
Sempre fui uma criança doce; e a pureza me acompanhou na evolução da vida.
Unir-se a um homem, pelos sagrados laços do matrimônio, foi como cavar a minha própria sepultura.
Sofri estupros, passei por dois abortos... Tive minha face esbofeteada,
várias vezes, minhas pernas quase quebradas, por alguém que parecia
querer colocar o corpo inteiro dentro de mim, por uma minúscula
abertura.
Anos e mais anos passei no inferno; vivia sempre com mêdo - até minha sombra me assustava -.
Nossos corpos foram separados, para sempre, mas seu fantasma me
acompanha, em certos momentos, fazendo com que eu me feche, como uma
ostra, e que fique em pânico por todos os homens.
Creio que jamais saberei o que é o amor nem nunca poderei ser amada.
Deus criou a mulher da costela do homem-macho à sua própria imagem.
Mas, se nosso CRIADOR é só amor, o homem não é a sua própria figura
pois, o que vemos refletido no espelho é um egoísta, mesquinho,
mentiroso, carrasco, estuprador, corrupto, desalmado...
Tem que haver uma possibilidade da mulher ser mais corajosa, ter mais
perseverança em seu futuro ( indiferente ao relacionamento com o seu
companheiro ou marido) e não ter medo do que poderia ocorrer depois do
ataque.
O medo propicia ao homem investir novamente sobre à sua presa indefesa... doce...
Nossa cultura é falha ao colocar a mulher em segundo plano, por ela ter
tanta capacidade e inteligencia para se igualar ao homem, em todos os
aspéctos.
Mas, não existe, em nosso meio social, alguma entidade, órgão ou escola
que possa ensinar à mulher conseguir pensar nela como mulher
independente, olhar o futuro com a esperança de jamais precisar do sexo
oposto e conseguir visualizar o mal que a circunda.
Portanto, as mães devem ensinar às filhas, desde pequenas. a se defender e saber se safar das artimanhas do bicho-homem.
Já é tempo e hora de aposentar a pesada cruz, que Jesus sofreu tanto a carregar, e não conseguiu salvar a todos os homens.
GIANNA
COME AFFRONTARE LA BESTIA-UOMO ? (Traduzione)
A volte mi sono imbattuta in un sentimento chiamato: horror.
Per coloro che hanno vissuto un'infanzia felice, ricca d'amore e di armonia possono comprendere cosa vuol dire per un' adolescente vivere sognando prìncipi incantati e castelli di cristallo ed a un certo momento essere impotente nel trovare un demone che abita sotto il proprio tetto.
Ero una bambina dolce e la purezza era parte di me fino all'adolescenza, accompagnata sempre dai miei sogni.
Ho creduto nel matrimonio come un vincolo sacro, ma mi accorsi che era come scavare la mia tomba.
Ho sofferto stupri, sofferto due aborti, causati da abuso (da mio marito).
Più volte sono stata picchiata sul volto; tanta era la violenza che ho temuto per il mio corpo; sembrava volesse mettere tutto il suo corpo dentro di me.
Anni e anni trascorsi come un vero inferno, vivendo in costante paura e angoscia in ogni attimo della mia vita.
Ora siamo separati per sempre, ma il suo fantasma mi accompagna sempre. Non saprò mai cosa è l'amore o essere amata.
Dio creò la donna dalla costola dell'uomo e il maschio a sua immagine.
Ma se il nostro Creatore è tutto amore, l'uomo non è la sua figura. L'uomo è egoista, avido, bugiardo, torturatore, corrotto, stupratore,, senza cuore...
Si deve riuscire a creare un rapporto umano dove la donna deve avere più coraggio e fiducia in se stessa e saper affrontare la situazione degradata da parte dell'uomo e la sua violenza. L'uomo crea paura, terrore così da avere potere sulla donna, facendola diventare una sua preda.
La società umana mette la donna su un piano di inferiorità ( mentre l'uomo si comporta come un cavernicolo, un primitivo); mentre essa, la donna, ha capacità e intelligenza per vivere e lavorare alla pari dell'uomo.
Lo Stato, le Istituzioni come per esempio la scuola, hanno il dovere di insegnare, informare e di formare persone capaci affinché si insegni la parità tra donna e uomo.
Importante sarebbe affrontare anche nelle famiglie, l'argomento della parità, del rispetto alla donna e mettere in guardia sui pericoli di uomini violenti.
È giunto il tempo e l'ora che le donne si tolgano la croce di sofferenza che portano, come Gesù che portava la sua, e affrontare con coraggio l'uomo violento.
(Traduzione: ROBERTO ROSSI
PATRIARCADO DA VIOLENCIA
Por Debora Diniz
Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e "patrimônio do Flamengo", nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em uníssono o seu nome após uma partida de futebol. O urro agora é de "assassino".
O que motiva um homem a matar sua ex-namorada? O crime passional não é um ato de amor, mas de ódio. Em algum momento do encontro afetivo entre duas pessoas, o desejo de posse se converte em um impulso de aniquilamento: só a morte é capaz de silenciar o incômodo pela existência do outro. Não há como sair à procura de razoabilidade para esse desejo de morte entre ex-casais, pois seu sentido não está apenas nos indivíduos e em suas histórias passionais, mas em uma matriz cultural que tolera a desigualdade entre homens e mulheres. Tentar explicar o crime passional por particularidades dos conflitos é simplesmente dar sentido a algo que se recusa à razão. Não foi o aborto não realizado por Eliza, não foi o anúncio de que o filho de Eliza era de Bruno, nem foi o vídeo distribuído no YouTube o que provocou a ira de Bruno. O ódio é latente como um atributo dos homens violentos em seus encontros afetivos e sexuais.
Como em outras histórias de crimes passionais, o final trágico de Eliza estava anunciado como uma profecia autorrealizadora. Em um vídeo disponível na internet, Eliza descreve os comportamentos violentos de Bruno, anuncia seus temores, repete a frase que centenas de mulheres em relacionamentos violentos já pronunciaram: "Eu não sei do que ele é capaz". Elas temem seus companheiros, mas não conseguem escapar desse enredo perverso de sedução. A pergunta óbvia é: por que elas se mantêm nos relacionamentos se temem a violência? Por que, jovem e bonita, Eliza não foi capaz de escapar de suas investidas amorosas? Por que centenas de mulheres anônimas vítimas de violência, antes da Lei Maria da Penha, procuravam as delegacias para retirar a queixa contra seus companheiros? Que compaixão feminina é essa que toleraria viver sob a ameaça de agressão e violência? Haveria mulheres que teriam prazer nesse jogo violento?
Não se trata de compaixão nem de masoquismo das mulheres. A resposta é muito mais complexa do que qualquer estudo de sociologia de gênero ou de psicologia das práticas afetivas poderia demonstrar. Bruno e outros homens violentos são indivíduos comuns, trabalhadores, esportistas, pais de família, bons filhos e cidadãos cumpridores de seus deveres. Esporadicamente, eles agridem suas mulheres. Como Eliza, outras mulheres vítimas de violência lidam com essa complexidade de seus companheiros: homens que ora são amantes, cuidadores e provedores, ora são violentos e aterrorizantes. O difícil para todas elas é discernir que a violência não é parte necessária da complexidade humana, e muito menos dos pactos afetivos e sexuais. É possível haver relacionamentos amorosos sem passionalidade e violência. É possível viver com homens amantes, cuidadores e provedores, porém pacíficos. A violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens.
A violência conjugal é muito mais comum do que se imagina. Não foi por acaso que, quando interpelado sobre um caso de violência de outro jogador de seu clube de futebol, Bruno rebateu: "Qual de vocês que é casado não discutiu, que não saiu na mão com a mulher, né cara? Não tem jeito. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Há pelo menos dois equívocos nessa compreensão estreita sobre a ordem social. O primeiro é que nem todos os homens agridem suas companheiras. Embora a violência de gênero seja um fenômeno universal, não é uma prática de todos os homens. O segundo, e mais importante, é que a vida privada não é um espaço sacralizado e distante das regras de civilidade e justiça. O Estado tem o direito e o dever de atuar para garantir a igualdade entre homens e mulheres, seja na casa ou na rua. A Lei Maria da Penha é a resposta mais sistemática e eficiente que o Estado brasileiro já deu para romper com essa complexidade da violência de gênero.
Infelizmente, Eliza Samudio está morta. Morreu torturada e certamente consciente de quem eram seus algozes. O sofrimento de Eliza nos provoca espanto. A surpresa pelo absurdo dessa dor tem que ser capaz de nos mover para a mudança de padrões sociais injustos. O modelo patriarcal é uma das explicações para o fenômeno da violência contra a mulher, pois a reduz a objeto de posse e prazer dos homens. Bruno não é louco, apenas corporifica essa ordem social perversa.
Outra hipótese de compreensão do fenômeno é a persistência da impunidade à violência de gênero. A impunidade facilita o surgimento das redes de proteção aos agressores e enfraquece nossa sensibilidade à dor das vítimas. A aplicação do castigo aos agressores não é suficiente para modificar os padrões culturais de opressão, mas indica que modelo de sociedade queremos para garantir a vida das mulheres.
* A autora é antropóloga e professora da Universidade de Brasília
** Texto publicado no jornal "O Estado de São Paulo"
Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e "patrimônio do Flamengo", nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em uníssono o seu nome após uma partida de futebol. O urro agora é de "assassino".
O que motiva um homem a matar sua ex-namorada? O crime passional não é um ato de amor, mas de ódio. Em algum momento do encontro afetivo entre duas pessoas, o desejo de posse se converte em um impulso de aniquilamento: só a morte é capaz de silenciar o incômodo pela existência do outro. Não há como sair à procura de razoabilidade para esse desejo de morte entre ex-casais, pois seu sentido não está apenas nos indivíduos e em suas histórias passionais, mas em uma matriz cultural que tolera a desigualdade entre homens e mulheres. Tentar explicar o crime passional por particularidades dos conflitos é simplesmente dar sentido a algo que se recusa à razão. Não foi o aborto não realizado por Eliza, não foi o anúncio de que o filho de Eliza era de Bruno, nem foi o vídeo distribuído no YouTube o que provocou a ira de Bruno. O ódio é latente como um atributo dos homens violentos em seus encontros afetivos e sexuais.
Como em outras histórias de crimes passionais, o final trágico de Eliza estava anunciado como uma profecia autorrealizadora. Em um vídeo disponível na internet, Eliza descreve os comportamentos violentos de Bruno, anuncia seus temores, repete a frase que centenas de mulheres em relacionamentos violentos já pronunciaram: "Eu não sei do que ele é capaz". Elas temem seus companheiros, mas não conseguem escapar desse enredo perverso de sedução. A pergunta óbvia é: por que elas se mantêm nos relacionamentos se temem a violência? Por que, jovem e bonita, Eliza não foi capaz de escapar de suas investidas amorosas? Por que centenas de mulheres anônimas vítimas de violência, antes da Lei Maria da Penha, procuravam as delegacias para retirar a queixa contra seus companheiros? Que compaixão feminina é essa que toleraria viver sob a ameaça de agressão e violência? Haveria mulheres que teriam prazer nesse jogo violento?
Não se trata de compaixão nem de masoquismo das mulheres. A resposta é muito mais complexa do que qualquer estudo de sociologia de gênero ou de psicologia das práticas afetivas poderia demonstrar. Bruno e outros homens violentos são indivíduos comuns, trabalhadores, esportistas, pais de família, bons filhos e cidadãos cumpridores de seus deveres. Esporadicamente, eles agridem suas mulheres. Como Eliza, outras mulheres vítimas de violência lidam com essa complexidade de seus companheiros: homens que ora são amantes, cuidadores e provedores, ora são violentos e aterrorizantes. O difícil para todas elas é discernir que a violência não é parte necessária da complexidade humana, e muito menos dos pactos afetivos e sexuais. É possível haver relacionamentos amorosos sem passionalidade e violência. É possível viver com homens amantes, cuidadores e provedores, porém pacíficos. A violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens.
A violência conjugal é muito mais comum do que se imagina. Não foi por acaso que, quando interpelado sobre um caso de violência de outro jogador de seu clube de futebol, Bruno rebateu: "Qual de vocês que é casado não discutiu, que não saiu na mão com a mulher, né cara? Não tem jeito. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Há pelo menos dois equívocos nessa compreensão estreita sobre a ordem social. O primeiro é que nem todos os homens agridem suas companheiras. Embora a violência de gênero seja um fenômeno universal, não é uma prática de todos os homens. O segundo, e mais importante, é que a vida privada não é um espaço sacralizado e distante das regras de civilidade e justiça. O Estado tem o direito e o dever de atuar para garantir a igualdade entre homens e mulheres, seja na casa ou na rua. A Lei Maria da Penha é a resposta mais sistemática e eficiente que o Estado brasileiro já deu para romper com essa complexidade da violência de gênero.
Infelizmente, Eliza Samudio está morta. Morreu torturada e certamente consciente de quem eram seus algozes. O sofrimento de Eliza nos provoca espanto. A surpresa pelo absurdo dessa dor tem que ser capaz de nos mover para a mudança de padrões sociais injustos. O modelo patriarcal é uma das explicações para o fenômeno da violência contra a mulher, pois a reduz a objeto de posse e prazer dos homens. Bruno não é louco, apenas corporifica essa ordem social perversa.
Outra hipótese de compreensão do fenômeno é a persistência da impunidade à violência de gênero. A impunidade facilita o surgimento das redes de proteção aos agressores e enfraquece nossa sensibilidade à dor das vítimas. A aplicação do castigo aos agressores não é suficiente para modificar os padrões culturais de opressão, mas indica que modelo de sociedade queremos para garantir a vida das mulheres.
* A autora é antropóloga e professora da Universidade de Brasília
** Texto publicado no jornal "O Estado de São Paulo"
*** Republicado em Paritário por ser um texto que condiz com o padrão de reportagem para o qual ele foi criado ( para às mulheres se cuidarem melhor e escolher melhor os seus parceiros, ou àqueles que as acompanharão pelo resto da vida), ou seja, para mulheres
que, talvez, por leviandade, poderem prestar maior atenção daqui para frente.
Patriarcato di violenza (Traduzione)Con Debora DinizEliza Samudio è morto. Lei è stato rapito, torturata e uccisa Il suo corpo fu squartato per servire di nutrimento per una mandra di cani affamati. La polizia sta ancora alla ricerca di tracce di sangue nel sito in cui è stata uccisa o un accenno di ciò che restava del suo corpo per chiudere questa storia macabra. Le indagini di polizia indicano che i carnefici di Eliza ha agito su richiesta del suo ex-fidanzato,Bruno, il portiere Flamengo. Egli nega di aver ordinato il crimine, ma la confessione è venuto da un adolescente che aveva partecipato al rapimento di Eliza. Da allora, l'eroe e il "patrimonio Flamengo", nelle parole del suo ex avvocato, Bruno divenne un essere abietto. Egli non è più acclamato da una folla di fan urlanti il suo nome all'unisono, dopo una partita di calcio. Il ruggito è ora un "assassino".Che cosa spinge un uomo a uccidere la sua ex-ragazza? Il reato di passione non è un atto di amore, ma di odio. A un certo punto l'incontro affettivo tra due persone, il desiderio di possesso diventa un impulso alla distruzione: solo la morte può far tacere il fastidio per l'esistenza dell'altro. Nessuna via d'uscita alla ricerca di ragionevolezza per questo desiderio di morte tra gli ex-coppia, perché il suo significato non è solo sugli individui e le loro storie di passione, ma in una matrice culturale che tollera la disuguaglianza tra uomini e donne. Cercando di spiegare il delitto passionale da particolarità del conflitto è semplicemente quello di dare un senso a qualcosa che si rifiuta di ragione. No l'aborto non è stato eseguito da Eliza, vi è stato l'annuncio che il figlio di Eliza era Bruno non è, il video è stato distribuito su YouTube che arrabbiare Bruno. L'odio è latente come un attributo di uomini violenti nei loro incontri affettivi e sessuali.Come in altre storie di delitti passionali, la tragica fine di Eliza è stato annunciato come un autorrealizadora profezia. In un video disponibile su Internet, Eliza descrive il comportamento violento di Bruno annuncia le sue paure, ripete la frase che centinaia di donne in relazioni violente già commentato: ". Non so cosa e 'capace di" Essi temono che i loro compagni, ma non riescono a sfuggire a questo piano malvagio di seduzione. La domanda ovvia è: perché rimangono nelle relazioni è la violenza la paura? Perché, giovane e bella, Eliza non è riuscita a sfuggire al suo amoroso? Perché centinaia di anonime donne vittime di violenza prima che la Legge Maria da Penha, la polizia ha cercato di ritirare la denuncia contra il suo compagno? Che cosa è questa compassione che le donne tollerano che vivono sotto la minaccia di aggressione e di violenza? Ci sarebbero le donne che potrebbero beneficiare di questo gioco violento?Non si tratta di compassione né masochismo delle donne. La risposta è molto più complesso di qualsiasi studio della sociologia o della psicologia delle pratiche di genere potrebbe rivelarsi affettiva. Bruno e altri uomini violenti sono individui normali, i lavoratori, gli atleti, i genitori, i bambini e buoni cittadini rispettosi delle loro funzioni. Sporadicamente, assaltano le loro mogli. Come Eliza, altre donne maltrattate affrontare questa complessità dei loro simili, che ora sono amanti, assistenti e fornitori, sono a volte violento e terrificante. Ciò che è difficile discernere tutti loro è che la violenza non è una parte necessaria della complessità umana, patti molto meno affettive e sessuali. Si può avere relazioni d'amore senza passionalidade e la violenza. Si può vivere con gli amanti uomini, operatori sanitari e fornitori, ma pacifici. La violenza non è costitutiva della natura maschile, ma piuttosto un dispositivo culturale di una società patriarcale che riduce i corpi delle donne gli oggetti di consumo e di piacere degli uomini.La violenza domestica è molto più comune di quanto si pensi. Non è un caso che, quando interrogato su un caso di abuso di un altro giocatore della sua squadra di calcio, Bruno rispose: "Chi di voi che non sono sposati discusso, non sulla mano sinistra con la moglie, uomo giusto Non c'è modo . Nella lotta tra marito e moglie, nessuno mettere il cucchiaio. " Ci sono almeno due errori in questa ristretta concezione dell'ordine sociale. La prima è che non tutti gli uomini d'assalto i loro partner. Anche se la violenza di genere è un fenomeno universale, non è una pratica di tutti gli uomini. Il secondo, e più importante, è che la vita non è uno spazio privato sacralizzato e via le regole di civiltà e di giustizia. Lo Stato ha il diritto e il dovere di intervenire per garantire la parità tra uomini e donne, sia in casa o per strada. La Legge Maria da Penha è la risposta più sistematica ed efficiente che il brasiliano ha già dato alla rottura questa complessità della violenza di genere.Purtroppo, Eliza Samudio è morta. Deceduto torturata e erano certamente a conoscenza di chi sono i loro aguzzini. La sofferenza di Eliza provoca stupore. La sorpresa per l'assurdità di questo dolore deve essere in grado di muoversi a cambiare schemi sociali ingiuste. Il modello patriarcale è una delle spiegazioni per il fenomeno della violenza contro le donne in quanto riduce l'oggetto di possesso e il godimento degli uomini. Bruno non è pazzo, incarna proprio questo male sociale.Un'altra ipotesi per comprendere il fenomeno è la persistenza di impunità per la violenza di genere. L'impunità favorisce l'emergere di reti di sicurezza per aggressori e diminuire la nostra sensibilità al dolore delle vittime. L'applicazione della pena di aggressori non è sufficiente per cambiare i modelli culturali di oppressione, ma indica quale modello di società che vogliamo per garantire la vita delle donne.
* L'autore è un antropologo e professore presso l'Università di BrasiliaTesto ** pubblicato sul quotidiano "O Estado de São Paulo
** Comune Ripubblicato da essendo un testo che corrisponde al modello di segnalazione per cui è stata creata (per le donne a prendersi cura di se stessi meglio e scegliere meglio i compagna, o quelli che seguono per tutta la vita), vale a dire per le donne
che, forse, per la leggerezza, possono prestare maggiore attenzione in futuro
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