domingo, 5 de abril de 2020

COMO ESTÁ A VIOLENCIA DOMÉSTICA EM TEMPO DE COVID 19?


A  estatística mostra que o índice de violência doméstica aumentou muito neste momento de quarentena em todo país, com na maioria dos países do mundo. Onde mais acontece é em aglomerados, favelas, onde às pessoas têm pouco espaço, morando, muitas vezes, em uma casinha de dois, três ou quatro cômodos.

Esta aproximação quase obrigatória faz com que o diabo desperte nos homens o inferno que ele traz dentro de si. Diria que poderia existir uma "lei" mais rigorosa para com os homens; mas já temos a Lei Maria da Penha. Conteúdo bem elaborado mas que não funcionou no Brasil.

Se tivéssemos uma "lei" que se fizesse cumprir tudo poderia funcionar bem e as mulheres estariam, realmente, protegidas. Mas nossa justiça é falha. muitas pessoas que poderiam dar o exemplo de boa conduta e comportamento agem como um verme: a começar pelo atual presidente da república, que já desacatou uma mulher em público.

Outros países também registraram aumento das agressões dentro de casa desde o início da pandemia. A França anunciou esta semana que pagará quartos de hotel para vítimas de violência doméstica e abrirá centros de aconselhamento após o aumento dos casos de abuso na primeira semana de quarentena.
 O acréscimo foi de 36% em Paris e 32% no resto do país após o confinamento, no dia 17.
“É um padrão aprendido ao longo da vida por parte dos homens. Algumas situações de estresse funcionam como gatilho para esse comportamento”.

 O enfermeiro Antonio De Pace, de 28 anos, confessou ter matado a própria namorada, a médica recém-formada, Lorena Quaranta, de 27, na Itália. Logo após o crime, o homem ligou para as autoridades. Ele ainda tentou se suicidar cortando os pulsos, no entanto, foi socorrido. As informações são da jornal Daily Mail.

Segundo o jornal, os dois trabalhavam no mesmo hospital em Messina, na Sicília, e cuidavam do atendimento de infectados. Antonio disse às autoridades que matou Lorena porque ela havia lhe passado Covid 19. No entanto, o casal foi testado para a doença, mas os exames não apontaram diagnóstico positivo para o Covid-19. As autoridades italianas estão investigando o caso. Antes do crime, Lorena chegou a publicar nas redes sociais um texto sobre a morte de 41 médicos italianos por Covid-19.

“Agora, mais do que nunca, precisamos demonstrar responsabilidade e amor pela vida. Vocês devem demonstrar respeito por si mesmos, suas famílias e o país. Vamos ficar todos em casa. Vamos evitar que o próximo adoecer seja um ente querido ou nós mesmos”, escreveu a médica.
 Apesar da insistência do presidente da república em minimizar a situação, chamando o vírus de simples resfriado o Covid-19 tem matado milhares mundo afora e paralisado a atividade econômica global.

 O Brasil também tem começado a parar e, cada vez mais, aqueles que podem ficam confinados em casa. Dado este novo cenário, com impactos ainda muito incertos, gostaríamos de levantar uma questão que já aparece na mídia internacional: a possibilidade de que aumentem os casos de violência doméstica; aliás, já tem aumentado.

Estudos da própria Organização Mundial da Saúde mostram que em períodos de crise econômica os riscos de violência física e sexual aumentam. Em um contexto de crise sanitária, econômica e social, “muitas pessoas sentem como se estivessem perdendo o controle e buscam maneiras de lidar com isso. 
Mas quando um abusador sente que perde o controle, ele coloca a vítima em risco”. Também, um estudo sobre a violência na Rússia aponta que os gatilhos para comportamento violento são mais comuns em fins de semana, quando as interações familiares aumentam. Este componente está presente nesta pandemia: o aumento do confinamento.

Em favelas os homicídios aumentaram porque  tudo contribui para que isto acontecesse. O homem achou o cenário perfeito para soltar o monstro que tem dentro dele. Muitas vezes mata a companheira na frente dos filhos ou foge. Onde está à justiça nesta hora? Se esta quarentena se esticar por muito tempo teremos assassinatos a se perder a conta.

A mulher sempre teve um papel muito pequeno na sociedade (desde sempre), apesar ter demonstrado, em muitas ocasiões, ser mais capaz que o homem. Será que neste nosso período de confinamento social os homens não se socializariam mais? Sonho grande demais, não é mesmo? O mundo hoje é cruel demais! Não podemos mais andar tranquilas nas calçadas das cidades, nem caminhar durante à noite porque a morte pode estar nos esperando em qualquer esquina, em qualquer vão das casas... Tomara que eu não esteja tendo pesadelos demais...


Texto de: JUSSARA SARTORI
Escirtora, poetisa & Freelance

segunda-feira, 9 de março de 2020

NÃO SE PODE CRER EM NADA.. NINGUÉM...

Não sei como exprimir, porque também sou mulher. Só lhes posso dizer que somos grande idiotas. Muitas vezes, por nos acharmos carente (de amor, de companhia, de carinho, de alguém para conversar... ou mesmo para amar e ser amada).
Só que, por ser muito sonhadoras, podemos nos deixar cair no conto de um sonho. Acreditem que isto pode ser muito perigoso; talvez você poderá ser morta por inocência. Caramba! Como os homens sabem ser ordinários!

Deixei uma conversa de messenger tomar um rumo um pouco mais longo. Pensei até o homem chegaria, mas não tive coragem de ir mais além. Meu Deus, que homem vadio!
Ele começou dizendo que era divorciado, que já tivera duas esposas e elas o depenaram e levaram até o seu material de trabalho, porque a pessoa de que falo é um safado de um fotógrafo. 
Como pode, uma pessoa que fotografa imagens lindas, uma natureza deslumbrante, poder ser um homem tão à toa assim...

 Começou me enviando imagens lindas da natureza. Em algumas intercalava uma natureza com uma linda colcha, salpicada de almofadas e guloseimas excêntricas, destas que veem em filmes românticos, dizendo que sonhava estar ali comigo. Da minha parte, esta ideia não passaria nem em pesadelo, porque o tal fulano era feio demais.

Deixei a conversa fluir e ele postou um quarto lindo, que me lembrou um de um sheik, um homem da Arábia.. E, apesar de um sheik ser muçulmano e ter uma cultura ordinária, por ter dezenas de esposas,
continuei.
A princípio só me chamava de "senhora", sempre dizendo ter muito respeito por minha pessoa; que era uma pessoa culta, de boa formação... Romântico, terno, carinhoso e gentil. Às vezes me enviava mensagem de voz. Quis me fazer uma ligação mas não consenti pois não queria estar cara a cara com o diabo.

Continuava me enviando foto lindas, me elogiando e jogando charme, como se me conhecesse. Parece que a desgraça esqueceu que possuo um Blog sobre violência doméstica e psicológica. Nestas alturas estava me chamando de querida, que nós tínhamos muito em comum... Que não gostava de dinheiro...


Respondi-lhe que dinheiro só era bom para viver com decência,dignidade, comer, vestir, estudar, calçar... Que acumular dinheiro para ser infeliz e, depois morrer, deixando o montante para os parentes ficar brigando por uma fatia... Disse que concordava...
Nestas alturas postou outro quarto sofisticado.Disse que sonhava com nós dois ali...


Falei: - Como pode sonhar uma coisa destas se nem me conhece? Não se vive só dentro de quatro paredes. Adoro à natureza, caminhar, fazer trilha, curtir tudo que é belo com que ela nos presenteia...
Idiota! Retrucou que poderíamos caminhar em uma floresta linda e fazermos amor na relva; que ele sabia ser muito carinhoso, gentil e iria me amar muito.


Nesta altura, disse basta para mim mesma. Não era obrigada a ficar lendo e escutando àquele traste. Voltei ao facebook, ao messenger outra vez, e fiz  o infeliz virar fumaça. E, ainda está me aborrecendo, pedindo amizade.


O que quero lhes dizer é o seguinte: - Um puria como este, se você acreditar nas palavras doces, de homem bonzinho, romântico, coitadinho... Poderá chegar até você, se tiver oportunidade, é matá-la.
Por isto vamos prestar atenção nas redes sociais. A natureza é maravilhosa, mas não para servir de cenário para a sua morte. Ao inferno, homens assim!...


Texto de: JUSSARA SARTORI
Escritora, Poetisa & Freelance


quarta-feira, 4 de março de 2020

COME SARÀ IL UOMO DI QUESTO SECOLO?

Molta volta mi chiedo come sarà il uomo di domani. Come vorrei sapere si tutto è molto stordito, triste... La vita di la donna stà in pericolo e non può fare quasi niente.Per me il uomo del secolo XXI sará un mostro che distruggerà tutti le donne, indipendente di essere bella o brutta, ricca o povera... Vado conoscendo gli uomini e la sua immagine diventa sempre più mostruosa. Ho paura di relazionarmi con loro adesso. No sono felice da sola; vivo spaventata di conoscere e approfundire  in qualsiasi relazioni maschili. La mia vita era così dolorosa  che non ho nessuna intenzione di passare per tutto altra volta.  Tutti gli uomini sono falsi; e miei sogni sono così belli... Meravigliosi...  Tale mostruosità disturba miei pensieri e sogni..

Una volta ho visto un film cui uomo  essere un robot e non aveva un cuore. Ma in realtà ero meglio che un essere umano nel suo aspetto fisico. Questo uomo/robot ero un perfetto gentiluomo; dotato di una intelligenza formidable, faceva tutti che un uomo comune non sapete sa come si fa.Non ero bello ma sua inteligenza superavo tutto il resto. Ero così formidable che la sua perfezione superato la macchina.... E lui si è trasformato in un uomo,  perché, come un robot, ha iniziato per amare la tua amica con l'amore più puro che non esiste em um uomo umano.

Oggi ho osservato che l'uomo è nato con la mente infetta dal cattivo.  Vedo bambini uccidendo i loro stessi genitore. Essere triste poter vedere come il male nasce con loro. Sento  risentita vedendo tutto questo e non potendo fare niente. Molto tempo fa io sentito più sicura quando avevo il mio amico di lota, Roberto Rossi, per combattere  con me, per aiutarmi... Adesso lui è sparito  i io mi sento da sola, persa; proprio ora che possono facere mi capire meglio. Ho paura di l'uomo adesso. Essere tantti cosi che vedo e mi fa male..

... Come uomo uccidendo una donna, tagliandola in pezzi e dandola ai cane affinché si ntrano di carne umana; facendo tutto questo davanti al loro figlio di un solo anno; un piccolo bambino....
 ... E il crappola non si nemmeno bloccato per molto tempo. E già in strada per, forse, per uccidere altre donne.Non è giusto in nome di Dio....

Donne nondevi mai fidarti in ogni uomo che ha come compagno; sia fidanzato, marito o amici. Nessuno è confiabile. Dobbiamo sospettare di tutti. È questo mondo loco, debile mentale...... E il marito americano che uccise sua moglie  e trè figli; tutti belli come gli angeli. Oggi io propria mi sento una persona diversa di tutti altri. Ho paura di tutti. Di uscire da sola in sera.. Questo non è normale, lo so. Ma... che  cosa da fare? Impossibile! Questo stà in me come una malatia crudele.

Molta volta  trascorrere un sacco di tempo senza che scrivo perché, oggi in giorno, le storie non cambiono molto; appena cambia posto, paesaggio, ma le donne continuano da sterminare.
Vado contiuare lottando per la mia causa, che non altra sennò La Violenza Domestica.


Testo di: JUSSARA SARTORI
SCRITRICCE, POETESSA & FREELANCE 





quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O FEMINICÍDIO E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CRESCERAM DESORDENADAMENTE....

A lei do feminicídio visa a coibir o homicídio de mulheres em determinadas circunstâncias muito comuns no Brasil.
Agora basta!Os governos do mundo inteiro deveriam dar mais importância ao sofrimento das mulheres, quase sempre nunca punidos, por serem verdadeiros machistas. Uma carreira política, por mais simples que seja, é mais importante que a vida de uma mulher. Dá-me asco!
Mostro à vocês este conteúdo, do Brasil\Escola, que li e achei interessante, vou mostrá-lo, agora, na íntegra, para deixá-las mais inteiradas ao assunto que assola ao mundo todo.
 FEMINICIDIO
Feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero.

O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero, fatores que também podem envolver violência sexual) ou em decorrência de violência doméstica. A lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do Feminicídio, alterou o Código Penal brasileiro, incluindo como qualificador do crime de homicídio o feminicídio.

O QUE PENSO:

Vejo hoje como o feminicídio tem pernas compridas e caminha longe. Tenho visto o que passam as mulheres Kurdas, as Russas, as Muçulmanas, Italianas, Brasileiras... Não continuarei citando lugares pois, então, falarei do mundo todo... Mas é do mundo todo que preciso e quero falar. Muitas coisas podem contribuir para às mulheres não se dar bem na vida; assim como o tráfico de mulheres, o pouco valor que dão a elas... A falta de respeito com que são tratadas (muitas vezes, pelo próprio presidente de seu país... O que acontece no meu, cujo presidente, não respeita nem a mãe, creio; por ser um idiota louco). A lei do feminicídio no Brasil visa a coibir o homicídio de mulheres em determinados casos mas, na maioria deles, simplesmente, não funcionam. Posso até assegurar que a geração de homens  das últimas décadas pode ser chamada de "Geração de homens assassinos"...
Assassinos, homofóbicos, presunçosos, capitalistas e nojentos.
Ao meu ver, na casa onde a mulher sofre violência doméstica ou psicológica e que tem um casal de filhos, futuramente ele será como o pai, e ela frágil como a mãe; concluindo-se que passará pelos mesmos sofrimentos. Isto é desumano mas é verdade. Já passei pela delegacia de mulheres, mas não tive coragem de condenar, com medo do que me aconteceria mais tarde... Vi a morte de perto muitas vezes... E paro por aqui pois o objetivo não é falar do que me aconteceu, mas alertar às mulheres a ter cuidado. Deixemos os sonhos para sonhar dormindo porque sonhá-los acordadas é muito perigoso e você pode morrer sem querer e sem saber por que. É fato. É bom ler, com muita atenção, tudo que lhes deixo, e estar bem antenada em todos os direitos que a Lei lhes confere (apesar da Lei ter os olhos vendados e não ver nada). Mesmo com este meu comentário, vale a pena tentar. Deixe sempre seu sexto sentido funcionando para o perigo nunca passar despercebido. Espero ter sido útil, alguma forma, como aguardo perguntas e respostas. Aqui fico, deixando o meu abraço.

  • Tipos de feminicídio

    A Lei do Feminicídio não enquadra, indiscriminadamente, qualquer assassinato de mulheres como um ato de feminicídio. O desconhecimento do conteúdo da lei levou diversos setores, principalmente os mais conservadores, a questionarem a necessidade de sua implementação. Devemos ter em mente que a lei somente aplica-se nos casos descritos a seguir:

  • Violência doméstica ou familiar: quando o crime resulta da violência doméstica ou é praticado junto a ela, ou seja, quando o homicida é um familiar da vítima ou já manteve algum tipo de laço afetivo com ela. Esse tipo de feminicídio é o mais comum no Brasil, ao contrário de outros países da América Latina, em que a violência contra a mulher é praticada, comumente, por desconhecidos, geralmente com a presença de violência sexual.

  • Menosprezo ou discriminação contra a condição da mulher: quando o crime resulta da discriminação de gênero, manifestada pela misoginia e pela objetificação da mulher.

A violência contra a mulher, muitas vezes, acontece na própria casa da vítima e é praticada por um familiar.
Quando o assassinato de uma mulher é decorrente, por exemplo, de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de uma briga simples entre desconhecidos ou é praticado por outra mulher, não há a configuração de feminicídio. O feminicídio somente qualificará um homicídio nos casos descritos nos tópicos acima.

Objetividade e a importância da LEI DO FEMINICÍDIO

Em razão dos altíssimos índices de crimes cometidos contra as mulheres que fazem o Brasil assumir o quinto lugar no ranking mundial da violência contra a mulher, há a necessidade urgente de leis que tratem com rigidez tal tipo de crime. Dados do Mapa da Violência revelam que, somente em 2017, ocorreram mais de 60 mil estupros no Brasil. Além disso, a nossa cultura ainda se conforma com a discriminação da mulher por meio da prática, expressa ou velada, da misoginia e do patriarcalismo. Isso causa a objetificação da mulher, o que resulta, em casos mais graves, no feminicídio.

A imensa quantidade de crimes cometidos contra as mulheres e os altos índices de feminicídio apresentam justificativas suficientes para a implantação da lei 13.104/15. Além disso, são necessárias políticas públicas que promovam a igualdade de gênero por meio da educação, da valorização da mulher e da fiscalização das leis vigentes.


O patriarcalismo e a misoginia são fatores por trás dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil.
O patriarcalismo e a misoginia são fatores por trás dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil.

Feminicídio reprodutivo

Os tipos de feminicídio são, basicamente, aqueles apresentados pela lei (em decorrência da violência doméstica e da misoginia com ou sem violência sexual). Porém, a pesquisadora Jackeline Aparecida Ferreira Romio, doutora em Demografia pela Unicamp, qualifica em sua pesquisa outro tipo de feminicídio, o feminicídio reprodutivo, que decorre de abortos clandestinos feitos em clínicas ilegais ou por meio de métodos caseiros.
Essa polêmica classificação de Jackeline Romio é importante por chamar a atenção para o fato de que o feminicídio também decorre, estruturalmente, de um sistema legal que imprime a misoginia na forma de controle social sobre a mulher. A proibição do aborto é uma forma de controlar o corpo e, concomitantemente, de manter um certo tipo de poder sobre as mulheres, além de não ser uma medida eficaz contra a prática.
O que vemos, em geral, é que a proibição legal não cessou o número de abortos cometidos, mas fez com que as mulheres procurassem as clínicas ilegais, geralmente locais sem condições sanitárias mínimas para realizar qualquer procedimento de saúde, ou as aborteiras, que se utilizam de métodos caseiros igualmente perigoso

 Pena para os crimes de feminicídio
Por se tratar de uma forma qualificada de homicídio, a pena para o feminicídio é superior à pena prevista para os homicídios simples. Enquanto um condenado por homicídio simples pode pegar de 6 a 20 anos de reclusão, um condenado por feminicídio pode pegar de 12 a 30. Isso iguala a previsão das penas para condenados por homicídio qualificado e feminicídio.


 Objetivo e a importância da Lei do Feminicídio

Em razão dos altíssimos índices de crimes cometidos contra as mulheres que fazem o Brasil assumir o quinto lugar no ranking mundial da violência contra a mulher, há a necessidade urgente de leis que tratem com rigidez tal tipo de crime. Dados do Mapa da Violência revelam que, somente em 2017, ocorreram mais de 60 mil estupros no Brasil. Além disso, a nossa cultura ainda se conforma com a discriminação da mulher por meio da prática, expressa ou velada, da misoginia e do patriarcalismo. Isso causa a objetificação da mulher, o que resulta, em casos mais graves, no feminicídio.
A imensa quantidade de crimes cometidos contra as mulheres e os altos índices de feminicídio apresentam justificativas suficientes para a implantação da lei 13.104/15. Além disso, são necessárias políticas públicas que promovam a igualdade de gênero por meio da educação, da valorização da mulher e da fiscalização das leis vige


Lei do Feminicídio

A Lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do feminicídio, introduz um qualificador na categoria de crimes contra a vida e altera a categoria dos chamados crimes hediondos, acrescentando nessa categoria o feminicídio. Confira a lei:


 O FEMINICÍDIO
  (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015)
VI – contra a mulher por razões da condição de sexo feminino:
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
§ 2º-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve:
I - violência doméstica e familiar;
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher

.Pena para os crimes de feminicídio
Por se tratar de uma forma qualificada de homicídio, a pena para o feminicídio é superior à pena prevista para os homicídios simples. Enquanto um condenado por homicídio simples pode pegar de 6 a 20 anos de reclusão, um condenado por feminicídio pode pegar de 12 a 30. Isso iguala a previsão das penas para condenados por homicídio qualificado e feminicídio.


A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 30 anos de prisão.
A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 30 anos de prisão.

Feminicídio no Brasil

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre 2007 e 2011, ocorreu, em média, um feminicídio a cada uma hora e meia no Brasil, o que resultou em um total de 28.800 feminicídios registrados no período. O Mapa da Violência de 2015 aponta a ocorrência de 13 feminicídios por dia no Brasil contra os 16 apontados na amostragem do IPEA de 2007 a 2011.
A maior parte desses crimes é praticada por homens que vivem ou viveram com a vítima, sendo namorados, parceiros sexuais ou maridos. Além dos altos índices de feminicídio, existem ainda muitos casos de estupro e lesão corporal gerada por violência doméstica.
Diante de tantos dados de crimes cometidos contra as mulheres e do fato de o Brasil ocupar o quinto lugar no ranking de violência contra a mulher (ficando à frente de países árabes em que a Lei Islâmica é incorporada no sistema legal oficial), é necessário pensar a origem de tanta violência.

 Como afirmam algumas teorias feministas, a origem dessa violência está na cultura patriarcal e misógina que ainda permeia a nossa sociedade. Esse tipo de cultura somente pode ser revertido com políticas que promovam a educação, a igualdade de gênero e a fiscalização da lei, além de leis, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, que criminalizam e propõem punições específicas e mais severas para quem pratica crimes de violência contra as mulheres.

Muitos comentam que todas às leis são cumpridas... Basicamente são, as que não dizem respeito às mulheres. Comum país coo o Brasil, que o presidente não tem respeito à própria mãe, tudo pode acontecer, onde armas de fogo foram liberadas. É isto meus amigos. Por hoje finalizo.


De: JUSSARA SARTORI
Poetisa, Escritor & Freelance